31 de janeiro de 2016

Opinião Suspense: "A filha desaparecida" de Jane Shemilt




Ao longo dos últimos meses tenho vindo a apreciar o género thiller psicoloógico e portanto quando vi este lançamento da Editorial Presença foi com muito entusiasmo que embarquei nesta leitura que prometia bastante, tanto pela sinopse que apenas levantava um pouco do véu do que seria o enredo, como pelas opiniões positivas da crítica internacional. 

Apesar de ser um livro de poucas páginas não achei que fosse propriamente estimulante. A narrativa alterna-se entre o passado e o futuro, ou seja o passado relata os dias antes e depois do desaparecimento da Naomi e o futuro quando se passa mais de um ano. Logo aí percebemos que o desaparecimento de Naomi será um caso de investigação mais complexo do que uma simples fuga de capricho da jovem. Sim, porque a forma como a autora retrata a personagem de Naomi é como uma adolescente caprichosa, mimada, insegura e irresponsável. Depois temos os irmãos gémeos que em muito poucos momentos conseguiram dar conforto e apoio à mãe, Jenny a protagonista do livro.

28528389O enredo é contado do seu ponto de vista e Jenny vai-nos relatando aquilo que acha que pode ter acontecido à sua filha. Depressa percebe que não conhece nem Naomi, nem os filhos nem o seu próprio marido como julgava conhecer. No meio disto tudo surge as dúvidas se terá sido uma boa mãe e educadora e a culpa pelo que está a acontecer. 

Até a meio do livro, a trama vai seguindo a um ritmo normal ainda com várias peças espalhadas e sem construir um puzzle. Confesso que a este ponto do livro não me estava a sentir muito entusiasmada com a leitura mas à medida em que o livro se vai aproximando do final e as pistas se vão colando umas às outras o livro conseguiu realmente prender-me! Estaria Naomi viva? Morta? Conseguiriam encontrá-la? 

O final foi uma decepção...um balde de água fria! Até tive de ler duas vezes porque não estava a acreditar no que lia. Não gostei e fiquei com muito má impressão da Naomi tanto como filha e como pessoa. 

O livo no entanto passa uma mensagem que realmente nenhuma mãe ou pai conhece bem os seus filhos a 100%, e que muitas vezes os sinais de que algo não está bem estão lá mas que não somos capazes de ver até ser tarde demais. Achei que a Jenny culpava-se muito pela forma como os filhos eram mas sem realmente ser culpada de alguma coisa pois muitas vezes por melhor educação que se dê, a natureza de uma pessoa transcede tudo. 

Não foi um má leitura mas acho que o final estragou o livro. Compreendo a mensagem da autora mas ainda assim só vejo defeitos neste final que acabou por diminuir a qualidade do livro e a minha classificação do mesmo. 

As horas passam mas Naomi não aparece. A noite avança e Jenny desespera. A filha adolescente já devia ter voltado da escola, onde participou numa peça de teatro. A vida de Jenny, uma médica casada com um neurocirurgião de sucesso, está prestes a mudar.
Um ano depois da noite fatídica, Naomi continua desaparecida. A polícia procurou em vão e os piores cenários (rapto ou homicídio) parecem hipóteses remotas. A busca obsessiva de Jenny, que não desiste da filha, sugere outra explicação: as pessoas em quem confiava e que julgava conhecer têm escondido segredos - sobretudo a própria Naomi.

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