4 de agosto de 2014

Opinião Contemporânea: "Uma história de amor eterno" de Sebastian Cole



Doce até tornar-se pegajoso, "Uma História de Amor Eterno", estreia do autor Sebastian Cole tinha todos os ingredientes para seguir as pegadas de Nicholas Sparks. Um romance infalível com muito drama à mistura que prometia deixar-nos a suspirar e de lágrima ao canto. 

O meu problema com esta obra foi que sempre se apresentou como uma sombra do "O Diário da nossa paixão" do Nicholas Sparks que não é só um dos meus livros favoritos, como para mim, é o melhor livro que o Fáisca escreveu algum dia. Adoro o livro, adoro o filme, adoro tudo sobre esta estória. 

Uma História de Amor Eterno"Uma História de Amor Eterno" não é só comparada com o livro que acabei de referir como acredito que tenha servido de base de inspiração para este primeiro livro de Cole. Vejamos, a personagem principal tem o mesmo nome (não que não pudesse ter, de certo há outros milhares de livros com o nome Noah) mas foi logo aqui que isto começou a andar para o torto. O livro tem de ter a sua própria identidade, algo que este livro não tem. Como disse é uma sombra de outro livro e não consegue destacar-se. Muitas vezes sabemos que as comparações são exageradas mas não nos podemos esquecer que são também muitas vezes apenas estratégias de marketing e que os livros não têm nada a ver um com o outro. Aqui acredito que seja também pelo marketing em si mas é claramente uma comparação legítima, mas que para mim não funcionou. Quando pegamos num autor desconhecido e num livro de estreia e o avaliamos comparativamente logo com um dos melhores livros, do talvez - a par da Nora Roberts - autor mais romântico da literatura é sinal que a coisa não vai correr muito bem. E para mim não correu. Cole tem o seu mérito mas o livro é fraco. Não tenho nada a apontar quanto à escrita, já li melhor mas certamente já li pior. As personagens são inconstantes e prova disso é que no início adorava a Robin e achava o Noah um pouco cobarde, no meio já odiava a Robin completamente e só conseguia sentir pena do Noah, para no fim só ter pena de ambos e gostar mais da Robin. 

Sinceramente o que gostei mais foi a descoberta da patologia da Robin que foi algo que eu nunca tinha ouvido falar e é um pouco assustador ver como uma doença consegue realmente estragar a vida de uma pessoa e de todas as que lhe rodeiam. Não achei o romance nada de especial e não gostei da forma como a história é contada, através de memórias (tal como outro certo livro!). Tirando estes factores todos, acho que a obra de Sebastian Cole tinha potencial para mais, só precisava de se afastar da sua fonte de inspiração e criar algo que eu já não tivesse lido. 

Sinopse
Noah Hartman é filho de uma família judia norte-americana, dona de um império empresarial. Cedo se habituou a aceitar a vontade paterna e sempre soube que no dia em que se apaixonasse, a sua escolha teria de passar pelo crivo da família. Mas Noah não se apaixona simplesmente, ele tem a imensa sorte de encontrar a sua alma gémea, Robin, uma mulher com uma alegria exuberante, fiel a si própria, que o faz ver ainda com maior intensidade a existência de fachada que tem sido obrigado a levar. Noah rebela-se contra o jugo familiar e escolhe crescer como ser humano e ser feliz ao lado de Robin. Mas será o facto de duas almas gémeas se encontrarem suficiente para que fiquem juntas para sempre?

Título Original: A story of undying love
Edição: Fevereiro de 2014
ISBN: 9789722351973

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