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Passaram-se uns dias desde que comecei este Book Bingo mas já completei uns quantos quadrados, por isso aqui está a primeira actualização e também umas mini-opiniões dos livros lidos.

Debut - Between Perfect and Real de Ray Stoeve



Ainda não li muitos livros com personagens trans mas curiosamente este ano estão a sair muitos lá fora que me interessam. 
Este era um deles e apesar de achar esta capa um pouco feia, o que interessa é o interior e esse é maravilhoso.
Basicamente conhecemos Dean, uma rapariga que finalmente chega à conclusão de algo que pensava e sentia há muito tempo:um rapaz. Ao princípio ela/ele pensava apenas que era lésbica, embora continuasse a nunca se sentir bem no seu corpo mas aqui vamos descobrir a aceitação de Dean consigo própria(o) e o início do processo de transição e a relação dela/dele com a namorada, amigos e família.
Acho que não houve nada que não gostasse neste livro, como o título diz é um real e vemos Dean a tentar deixar de ser perfeita(o) e a começar a viver aquilo que realmente ele é. Aconselho bastante. 

Been on your tbr for too long - Meet Cute Diary de Emery Lee




Apesar de este livro só ter saído em Maio deste ano, ele já está na minha tbr desde o ano passado quando ainda nem tinha capa,portanto decidi ler para esta categoria. 
Aqui temos mais uma história de um rapaz transgénero mas desta vez já com transição completa. O nosso rapaz é Noah que gere o popular blog - Meet Cute Diary - onde aí vai publicando histórias felizes de pessoas como ele que encontraram o amor. Só há um pequeno problema, as histórias são todas falsas, fruto da sua imaginação. Mas o blog é tão conhecido e Noah é tão acarinhado pelos seus seguidores que nem os comentários dos haters e dos trolls o desanima.Até que Noah começa a receber cada vez ameaças de como sabem que o blog é ficção e ameaçam acabar com o blog se Noah não contar a verdade. 
No geral a base do livro é esta e a história gira muito à volta do blog o que achei um pouco repetitivo. Pelo meio temos Drew, que inicia uma relação com Noah e temos bastante do romance deles os dois. 
Apesar de ser um livro Lgbt achei que o autor criou as personagens de uma forma um pouco estereotipada, tão comuns a qualquer livro YA (até um mini triângulo amoroso) Mesmo assim gostei de outra personagem secundária que vão ganhando cada vez mais destaque mas não posso revelar muito pois é spoiler. No geral foi uma leitura agradável neste mês de Orgulho Lgbt. 

Bisexual Rep




No ano passado li o primeiro livro desta autora e fiquei muito impressionada com a capacidade de conseguir contar uma história bem desenvolvida em tão poucas páginas. Fiquei fã e portanto fiquei logo interessada em ler este segundo livro, que era para ter saído no ano passado mas por causa do Covid foi adiado para este ano. 
Mais uma vez a autora surpreendeu-me. Apesar de neste livro não termos tanta coisa a acontecer, a capacidade de não encher o livro com palha e coisas que não interessam é realmente uma habilidade. 
Aqui temos a nossa protagonista, Zara, filha de emigrantes do Paquistão. Os pais são trabalhores honestos mas infelizmente o visto de cidadania está atrasado aos anos, fazendo com que não sejam cidadãos americanos. Por isso mesmo Zara tenta ser exemplar em tudo para não arranjar problemas seja com a polícia ou outra entidade. O problema é quando envolve-se numa discussão com outro rapaz da escola que estava a fazer-lhe bullying e é aqui que os verdadeiros problemas de Zara começam. 
Se tem problemas com xenofobia e bullying, este livro não é para vocês. Aborda vários assuntos sensíveis que tocam o leitor. Fiquei sensibilizada com a Zara e em como tudo pode correr mal mesmo ela não tendo culpa e nada possa fazer para salvar a sua família. 
Gostei também da abordagem da sexualidade da Zara e do da ligação com a sua religião. Não é a primeira vez que leio um livro que liga a orientação sexual (neste caso bisexual) ao Islão e gostei da forma como a autora lidou com o tema e a aceitação da família. 
Como sempre, ter ouvido o audiobook fez-me gostar mais do livro, nem que seja pelos sotaques das nacionalidades que é tão giro de ouvir! 
Aguardo ansiosamente pelo próximo livro! 


Estas foram as primeiras leituras para este desafio, seguem-se mais três! 

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Este livro foi lido para o único desafio anual que estou a fazer este ano: ler livros que se passem em outros países. 
Graças a esse desafio, pude ler este livro fantástico que já tinha visto a capa mas não sabia sobre o que era. 
Com o título diz, a nossa protagonista é a Rukhsana que é muçulmana mas que vive nos USA com os pais e o irmão mais novo. Faltando poucos meses para ir para a faculdade, Rukhsana quer é ter as melhores notas para ir para a universidade de eleição. Mas os pais (ais a mãe) tem outras ideias e querem que Rukshana comece a pensar em ser uma boa dona de casa para puder arranjar um bom marido e ser uma boa esposa. Portanto os dias da nossa protagonista são vividos com a diferença que a mãe faz entre ela e o irmão mais novo que tem de ter tempo para estudar enquanto Rukhsana tem de aprender a cozinhar e limpar a casa.
O que os pais não sabem é que Rukshana não quer casar e muito menos com um homem porque ela gosta é de raparigas e tem uma namorada há 7 meses, a Ariana. 
Decidida a assumir-se perante os pais (o irmão sabe do relacionamento e apoia), Rukshana decide apresentar Ariana à família, primeiro como amiga. O problema é quando a mãe vê as duas a beijarem-se. 
A partir daqui a vida de Rukshana muda completamente, quando é obrigada a ir para o Bangladesh e a deixar toda a sua vida para trás.
Diria que este livro está dividido em duas partes, quando a acção se passa nos USA e depois na Ásia. Confesso que não esperava o rumo negro que a história segue quando a Rukshana chega ao Bangladesh e da forma como é tratada lá por ser gay. Não duvido nada que coisas deste tipo aconteçam lá, sendo um país fechado ainda à comunidade LGBT e foi bom ter essa perspectiva, mesmo que seja por um livro de ficção. 
O único ponto que considero um pouco fraco é a súbita mudança dos pais em relação à sexualidade da Rukhsana. Ainda bem que o livro acaba num tom positivo mas achei que para quem não aceitava, acabaram por aceitar demasiado depressa depois de todo o mal que lhe fizeram. 
É um livro importante que fala do preconceito familiar e de comunidade. Gostei porque fala de temas importantes que possam ajudar jovens que estejam a passar pelo mesmo, como a descoberta da orientação sexual ou casamento arranjado (acreditem que continua a ser algo comum ainda hoje em dia). 
Seventeen-year-old Rukhsana Ali tries her hardest to live up to her conservative Muslim parents’ expectations, but lately she’s finding that harder and harder to do. She rolls her eyes instead of screaming when they blatantly favor her brother and she dresses conservatively at home, saving her crop tops and makeup for parties her parents don’t know about. Luckily, only a few more months stand between her carefully monitored life in Seattle and her new life at Caltech, where she can pursue her dream of becoming an engineer.

But when her parents catch her kissing her girlfriend Ariana, all of Rukhsana’s plans fall apart. Her parents are devastated; being gay may as well be a death sentence in the Bengali community. They immediately whisk Rukhsana off to Bangladesh, where she is thrown headfirst into a world of arranged marriages and tradition. Only through reading her grandmother’s old diary is Rukhsana able to gain some much needed perspective.

Rukhsana realizes she must find the courage to fight for her love, but can she do so without losing everyone and everything in her life? 
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