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A conhecer o primeiro livro desta influencer portuguesa dia 4 de Maio 
Manu está no segundo ano da faculdade e mal pode esperar por ir viver para Lisboa. Além da melhor amiga, Camila, e do irmão por afinidade, Fred, a única pessoa capaz de a tirar do tédio em que vive é o Edu. Mas não está fácil: se há palavra para descrevê-lo é «misterioso»... Alguém conhece um tutorial no YouTube para lidar com isto?

O Edu parece perfeito: é inteligente, bonito e carinhoso. Mas e se não for a pessoa certa para a Manu? E se houver outra pessoa capaz de lhe roubar o coração, alguém que esteve sempre por perto e que ela nunca foi capaz de ver de outra forma? E se… e se ela se apaixonar pela única pessoa do mundo que não pode amar?

Num romance de estreia emocionante, envolvente e cheio de reviravoltas, Bárbara Corby traz-nos uma história de amor que surge onde ninguém esperava. Só que à medida que este amor se torna mais forte, verdadeiro e intenso, mais claro é para todos que simplesmente não pode acontecer.


 


Sai dia 20 de Abril 

­Quando chegou a Portugal, em agosto de 1340, Constança vinha disposta a tudo para ser feliz. Repudiada pelo primeiro marido, Afonso XI de Castela, que chegou mesmo a prendê-la num castelo em Toro, Zamora, a jovem castelhana estava cansada de sofrer. Agora, depositava todas as suas esperanças no casamento com o infante D. Pedro, futuro rei de Portugal.

No seu séquito de aias, porém, vinha uma jovem galega: Inês de Castro. Constança acabaria duplamente traída: pelo marido, a quem jurou amor eterno, e pela aia, que via como uma irmã. Personagem esquecida da nossa História, Constança Manuel teve uma vida marcada pela dor. no entanto, era também uma mulher inteligente, astuciosa e, levada ao limite, capaz de ponderar o impensável.

Isabel Machado traz-nos o outro lado da história de amor mais conhecida da nossa História. Num romance intenso e apaixonante, a autora oferece-nos a perspetiva da vítima do amor de Pedro e Inês, apresentando-nos uma trama de grande densidade psicológica, centrada na complexidade da condição humana: as ambições, as expectativas, os medos e as inseguranças, mas também a necessidade de amor.

 

Chegou finalmente o dia em que escrevo esta opinião deste livro já lido em Agosto. A Lóide já me tinha falado nesta trilogia fantástica em Abril, e foi nesse mês que ela foi incluída na pasta dos To-Read do Goodreads. Entretanto tratei de comprar o livro em segunda mão e ali ficou até ser o livro do mês do Clube de Leitura Mais Que Ler. Mas infelizmente não era a altura para o ler, porque o entusiasmo já tinha passado e ainda não tinha voltado. Por isso quando lhe peguei e o li por metas foi de uma forma muito zen, sem grandes ondas e sem grande êxtase. Acho mesmo que se tivesse lido este livro noutra altura, com as expectativas em altas por uma fanart ou até outra conversa com a minha querida Lóide, teria começado a leitura de forma mais animada. Mas não foi o que aconteceu e por isso acabei por não adorar este primeiro livro de uma trilogia.

Gostei de Kell claro. É sem dúvida um óptimo protagonista que tem um coração de ouro e sofre na mão de muitos e de maneiras diferentes. É o nosso herói. Também gostei de Lila claro - ela complementa Kell de várias maneiras e tenho pena dela não te rum papel ainda mais evidenciado. Penso que no segundo livro é o que autora vai fazer. Gostei de Rhy (não só por me fazer lembrar o outro Rhys) pela sua ligação com Kell e funcionar como a sua âncora. Espero também que tenha um papel mais importante, sem ser de vítima, nos livros posteriores. Em relação de Holland, ainda hoje não consigo decidir se gostei dele. Ele não é o vilão principal e por isso acaba por ser vilão secundário e vítima. Esta dualidade coloca-o ali numa zona muito cinzenta. Sei que a história dele não termina neste volume, mas não sei se isso é algo bom, visto que ou a autora cria algo mesmo muito surpreendente ou então vai estar apenas a esticar a história de um personagem que não tem muito mais para dar.

Esperava um romance entre Lila e Rhy, o que ainda não está fora de hipótese, mas Schwab deu-nos algo menos entusiasmante e menos... menos.

Apesar da minha ressaca de fantasia aquando esta leitura, adorei os mundos e as diferentes Londres que a autora criou. Penso que e mesmo o ponto forte deste livro (trilogia?) e sem dúvida o mais original. Acredito que hajam autores que criam mundos tão complexos como estes, mas ultimamente tenho me mantido nos contemporâneos, ou então as fantasias que leio não têm mundos assim tão originais. Mas infelizmente achei que a autora falhou um pouco porque mesmo Kell andar a saltar os mundos e haver sempre ali uma descrição destes, achei tudo muito confuso e não consegui perceber certas transições ou até cenários. No final já estava mais confortável, mas passei o livro todo a fazer um esforço para ler e reler certas partes. Os reinados foram talvez o mais complicado e o final para mim foi o mais rebuscado. Achei que foi resolvido de forma muito rápida depois de Kell andar ali um livro inteiro a lutar contra certas personagens e regimes.

"- Todos os corpos no meu chão confiavam em alguém. Agora, passo por cima deles quando vou beber chá."

A atracção pela pedra só me fez lembrar o "my precious" d'O Senhor do Anéis, e como não sou grande fã desta saga não achei muita graça.

Ainda não sei se vou me manter apenas por este primeiro livro, visto que ele até tem um final, ficando com aquela sensação de história encerrada e resolvida. O que trarão os dois seguintes não faço a mínima, nem pelas sinopses. Talvez um dia releia este e continue, mas ainda deve demorar uns bons meses, ou até anos.

Kell é um dos últimos viajantes, magos com a capacidade rara e muito desejada de viajar entre universos paralelos, ligados através de uma cidade mágica.
Existe a Londres Cinzenta, suja e aborrecida, desprovida de qualquer magia e regida por um rei louco: George III.
Existe a Londres Vermelha, onde a vida e a magia são veneradas e onde Kell cresceu com Rhy Maresh, o herdeiro irreverente de um império próspero.
Existe a Londres Branca, um lugar onde as pessoas lutam para controlar a magia e a magia contra-ataca, consumindo a cidade até aos ossos.
Outrora, existiu a Londres Negra. Mas já ninguém fala dela.
Kell é oficialmente o viajante da Londres Vermelha, embaixador do império Maresh, guardião da correspondência mensal entre as realezas de cada Londres. Não oficialmente, é um contrabandista, servindo as pessoas dispostas a pagar pelo mais pequeno vislumbre de um mundo que nunca verão. É um passatempo difícil, cujas consequências perigosas Kell sofrerá em primeira mão.
Fugitivo na Londres Cinzenta, conhece Delilah Bard, uma fora da lei com aspirações grandiosas.
Primeiro, rouba-o, depois, salva-o de um inimigo mortífero e, por fim, obriga-o a levá-la para outro mundo à procura de uma verdadeira aventura.
Mas uma magia perigosa cresce e a traição está em todas as esquinas. Para salvar todos os mundos, têm, antes de mais, de sobreviver.

Quando este livro saiu, olhei para a capa, li as frases nela e li a sinopse e decidi que o iria comprar em pré-venda. E foi o que fiz. E fiquei tão contente com o facto de ser de uma escritora portuguesa!

Finalmente chegou com as expectativas em alta. Comecei então a ler e foi tudo por água abaixo. 

Primeiro que tudo, um livro narrado na primeira pessoa atrai-me muito mais do que na terceira, portanto logo aí desmoralizei um pouco. Além disso todo o texto está escrito de uma forma que eu digo que é "tipicamente portuguesa", diferente dos tempos verbais ou construção de frases dos livros traduzidos. Não sei se é por estar mais habituada ou se é mesmo gosto pessoal. Não consigo explicar mas faço questão de ir estudar gramática para tentar explicar o que não gosto neste tipo de escrita.

Tive muita dificuldade em ler os primeiros capítulos, mas depois de uma pausa consegui retomar e ir até ao fim, mas sempre com aquela estranheza na leitura. A autora escreve tudo muito floreado, ora com frases curtas e várias cenas diferentes no mesmo capítulo com protagonistas diferentes, ora tem frases longas com pouca pontuação.

Falemos de Raquel, a protagonista e centro de toda a peça. Não consigo não pensar em Layla do livro com o mesmo nome de Colleen Hoover, apesar de Raquel ser uma personagem com emprego e objectivos de vida e de carreira, mas não consegui criar ligação com uma mulher que consegue tudo seduzindo tudo e todos, gasta dinheiro que tem e não tem, e vive a vida em função do sexo e do dinheiro. Notamos algo positivo em relação à amizade que tem para com Isabel e carência de afectos maternos; mas mesmo assim achei tudo muito supérfluo, principalmente nas cenas com os pais. A autora tenta criar ali um mistério em relação à frieza da mãe, mas é tudo muito óbvio e quando finalmente o leitor descobre são cenas muito rápidas e "mal contadas".

As relações de Raquel são sempre fúteis, é uma personagem completamente ninfomaníaca que não tem a mínima noção do amor e de lealdade. Não tem noção do que é ser-se fiel e usa o corpo para tudo. Além disso é 100% vaidosa e hiper-confiante de si, tendo sucesso nas suas conquistas até quando conspurca outras personagens e relações.

Entretanto conversei com a autora que me disse que o objectivo dela foi criar personagens reais e que evoluem; que ela própria não gosta da protagonista. Comparou também esta obra a clássicos portugueses que têm personagens cheias de defeitos. Eu compreendo essa parte, mas eu não gosto de clássicos portugueses. Gosto sim de uma história com um personagem com quem eu consiga criar ligação e me ajude a envolver na história. Aqui não há nada que eu crie empatia e confesso que a evolução de Raquel foi muito pouca e só no final. Ora se eu não gostei de ler esta história não vou querer ler mais nada daqui para a frente e tenho muita pena.

Mas continuo a perceber que esta protagonista ou este livro não é para todos. Talvez seja por isso que não adoro livros de terror ou suspense, porque não há um herói, apesar de que ter um assassino como protagonista é muito mais cativante pela sua maldade e distorção da realidade, do que ter uma Raquel que não passa de uma mulher mimada e superficial, com defeitos reais sim, mas que peca pela futilidade e acaba por não ter conteúdo nenhum para nos atrair.

A sinopse promete uma cena dela vendada que demora imenso a acontecer, por isso até lá é como se fosse uma longaaaaaa introdução onde conhecemos Raquel e Álvaro. Também temos a amiga Isabel com uma história um pouco paralela, mas mesmo essa completamente irrealista e que não me convenceu minimamente. O mistério de quem é o homem da sinopse além de ter sido tardio também não teve mistério nenhum, mas mesmo quando tudo se revela é uma mixórdia de revelações em poucas frases e depois... nada.

O que Lúcia Vaz Pedro tem de positivo aqui são as descrições tanto de cenários como dos actos sexuais. Dá-nos muita variedade, mas falha nas emoções, mas talvez porque as personagens sejam meros figurantes em todas as cenas.

Voltando às personagens, a certa altura temos Álvaro, o marido de Raquel (está na sinopse), que é uma personagem que se altera e muito até ao final. A autora consegue mesmo tirar qualquer empatia que temos por isso foi mais um que desiludiu e que não conseguimos gostar. Nem da cunhada de Raquel gostei! 

Olho para um romance destes, que de romance pouco tem, e que acaba por ser mais um guia de algumas maneiras de fazer sexo, para não dizer outra palavra. Mesmo com o sentido de amizade e família, nada tem grande relevância nesta história. Acabam por ser cenas que só servem para interromper esta linha já meio tracejada. Acabei por ler em modo automático o que significa zero prazer de leitura. Espero não me estar a repetir.

No final... bem não há final. Não quero fazer spoiler mas esta opinião não consegue não comentar pontos que me deixam completamente frustrada. Depois de ler o livro com algum esforço, mesmo quando prometi a mim mesmo não perder tempo com leituras que, na minha opinião, não valem a pena, chego ao fim e... nada.

Termino este livro pouco desiludida, porque o inicio já nos mostra o que nos espera, mesmo assim insistimos, lemos um rol de cenas eróticas que cada vez ficam mais rápidas e resumidas, aturamos as personagens que não correspondem em nada aos meus valores de vida. Bem vistas as coisas, este tipo de personagens normalmente são os vilões dos romances e não os protagonistas, mas ultimamente ando a ler demasiados livros assim. Mas uma pessoa que gasta 14€ num livro em pré-venda não consegue desistir dele facilmente porque se o fizer é dinheiro deitado ao lixo mesmo que o revenda por 10; por outro lado queremos dar oportunidade por ser um autor português e por termos esperança que no fim algo valha a pena.

Reparei também que este livro não tem nota da autora nem agradecimentos. Não me faz diferença, mas será que a autora não tem a agradecer nada a ninguém?

Como a Joana Latino disse hoje, esta "é uma crítica feroz", mas espero que não seja injusta. São os pensamentos de uma leitora que pagou por este livro, tem mais 100 para ler mas optou por este e ainda lhe deu prioridade. Tenho aqui mais 3 livros de autores portugueses para ler que me custaram ainda mais que este e só rezo para que não sejam como este, porque se não vão ser livros inacabados e eu vou escrever uma critica honesta e sincera como esta.

Ao fim de dez anos de casamento, Raquel sente-se cansada da rotina sexual. Para manter acesa a chama da paixão, decide desafiar o marido a proporcionar-lhe uma nova experiência. Ele acede ao pedido e oferece-lhe uma noite inesquecível com outro homem. Só impõe uma condição: Raquel terá de estar sempre de olhos vendados.
O que era para ser um simples jogo transforma-se numa obsessão. Raquel não consegue esquecer o homem com quem esteve, aquele que o marido lhe colou à pele. Agora, tudo o que ela mais deseja é descobrir a pessoa que mudou a sua vida para sempre. Quem é ele? Que memórias terá daquela noite? E, mais importante ainda, conseguirá o seu casamento sobreviver ao momento em que finalmente o encontrar?

 


A Sair dia 21 de Julho 

Ao fim de dez anos de casamento, Raquel sente-se cansada da rotina sexual. Para manter acesa a chama da paixão, decide desafiar o marido a proporcionar-lhe uma nova experiência. Ele acede ao pedido e oferece-lhe uma noite inesquecível com outro homem. Só impõe uma condição: Raquel terá de estar sempre de olhos vendados.

O que era para ser um simples jogo transforma-se numa obsessão. Raquel não consegue esquecer o homem com quem esteve, aquele que o marido lhe colou à pele. Agora, tudo o que ela mais deseja é descobrir a pessoa que mudou a sua vida para sempre. Quem é ele? Que memórias terá daquela noite? E, mais importante ainda, conseguirá o seu casamento sobreviver ao momento em que finalmente o encontrar?

Numa trama viciante, a autora Lúcia Vaz Pedro leva-nos numa viagem erótica e envolvente pelas fantasias mais secretas e profundas das mulheres.

Uma história inesquecível de mistério, romance e, claro, muito sexo.

 


Mais um livro a chegar cá a casa! Desta vez uma estreia desta autora portuguesa que espero ainda conseguir ler este mês.

Adoro a capa e já li muitas opiniões positivas portanto vou com expectativas altas.

Já leram ou conhecem? 



Quando este livro saiu tive curiosidade com ele porque tem o nome de um primo meu com quem me dou muito bem ahaha 
Gosto imenso da capa e quando o encontrei a 3.95€ nem resisti. Era para o ter lido em Novembro mas não consegui. Não sei até ao final do ano pego nele mas que é uma leitura que quero fazer em breve, lá isso é.
Vamos ver se ainda consigo ter boas surpresas com autores portugueses. 

Para os fãs desta autora portuguesa, este livrinho sai a 17 de Outubro.
Num tempo extraordinário, este romance, feito de personagens apaixonantes, leva-nos a um cenário de conspiração e intriga na Lisboa do século XVIII. Assistimos pelos olhos de D. Maria ao terramoto que abalou a capital, ao fim do poder do Marquês de Pombal que tanto a perturbava, aos conflitos com Espanha, ao longo processo dos Távora que marcou o seu reinado. Uma época onde lá fora despertava a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.A sua querida Rosa, sempre a saltitar à sua volta cheia de colares e pulseiras, bem tentou protegê-la de tanta dor, mas aos poucos D. Maria deixa-se dominar pela agitação que sempre tentou ocultar, por uma melancolia profunda num longo processo de depressão que culminou na loucura. Um medo que acalentou em silêncio.


No dia 26 de Junho foi lançado um evento com lugar aqui por Coimbra, por isso claro que metade do STAFF do Algodão Doce para o Cérebro teve que marcar presença. Com uns minutos de atraso qual não é o meu espanto quando me deparo com uma pequena multidão de cerca de 80 pessoas.
Convidando-nos para uma visita guiada ao tesouro da Rainha Santa, acabámos por saber um pouco mais da época e até um pouco da logística de um museu e de algumas peças. Pequenas curiosidades estas que nos agarraram a atenção.


A um certo ponto, quando nos separaram em grupos, visto sermos tantos, Isabel Stilwell decidiu aproveitar a pausa para autografar os livros dos seus fãs. Curiosamente a fila feita para o efeito foi muito mais pequena do que esperava, um pequena percentagem de um grupo tão grande. Mas acabou por ser um ponto positivo para nós, que assim não tivemos que esperar muito tempo. O mesmo não podemos dizer em relação ao tesouro, o principal desta visita.




Curiosidades que aprendi nesta visita:

Suposto colar da Rainha Santa
O "suposto" colar da Rainha Santa pode não ser um colar, mas sim um conjunto de broches dos seus mantos ou até partes retiradas da sua coroa. Este objecto era considerado como algo que dava sorte às parturientes e que ajudava na fertilidade. As peças que lhe faltam desconfia-se que tenham sido "lembranças" retiradas por estas mulheres.
Centro de mesa de coral
Os centros de mesa construídos a partir do coral reza a lenda que mudavam de cor quando a comida estava envenenada. Na imagem vê-se mal, mas o da fotografia é vermelho.
O milagre das rosas não aconteceu apenas com a Rainha Santa, mas também com a sua tia-avó 100 anos antes.
O milagre das rosas não foi o único milagre de Isabel. Também ela "pôs" uma paralítica a andar.
A autora falou-nos que muitas vezes vem a museus ou procura estátuas para saber ou perceber um pouco mais da moda da época, o que vestiam, como vestiam, o cabelo, etc.

O que gostei mais:

Achei que esta iniciativa foi óptima, principalmente com a presença de uma autora já nossa conhecida.
Apesar de já conhecer o interior do Museu Machado de Castro, com guia vemos tudo com outros olhos. As coisas deixam de ser objectos em exposição para fazerem parte de uma história e de uma linha de pensamento. Um livro não é apenas um livro, mas sim a imagem da Rainha antes e depois de ter entregue a coroa, por exemplo.
Todo o museu está muito bem cuidado e todas as exposições estão muito bem organizadas e expostas. O edifício é muito moderno, mas enquadra-se muito bem com o seu conteúdo.
A guia era extremamente educada e simpática, com óptima dicção, e mostrou muito bem o seu largo conhecimento da época e das peças, tal como de escultura e arquitectura. Este ponto é muito importante, porque além de não nos entediar faz-nos querer saber mais e mais sobre cada tema.

O que não resultou muito bem:

Infelizmente nem tudo foram rosas e houve algumas coisas que não funcionaram muito bem. Muitas coisas resultaram do grupo ser tão grande. Pelo que percebi a maior parte das pessoas não estavam inscritas e ao passar por ali em visita aproveitaram para se juntar. Mas o problema a meu ver nem era bem o número, o problema é que os portugueses, infelizmente, não são nada civilizados e preferem empurrar para serem os primeiros do que ser organizados ou até deixarem passar os mais idosos ou até os mais pequenos (em idade e até em altura).
Graças a esses empurrões é que me deixei ficar para trás para ir apenas no último grupo e ver tudo com calma. Qual não é o meu espanto que quando passamos do tesouro para a palestra com Isabel Stilwell esta já tinha acabado e já estavam a dar a sessão por terminada! Isso foi péssimo! Porque elas sabiam muito bem que haviam três grupos e por isso deviam ter esperado pelo nosso. Ainda por cima o número de pessoas que levaram livros para assinar eram tão poucas, que a maior parte que ouviu a tal palestra nem sequer conhecia a autora.
Além disso só soubemos desta graças a um rapaz na rua que nos avisou porque se não íamos embora sem saber. Ou seja, não houve um programa, programa este que podia ter sido feito e enviado em resposta ao nosso email de inscrição.
Outro ponto negativo foi a projecção de voz dos guias. Eles falavam alto, mas só se ouvia quando falavam para o lado em que nos encontrávamos. Ou seja, quando falavam para o outro lado não se ouvia. Portanto metade das explicações foram perdidas no caminho.


As cores de facto fazem toda a diferença.





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