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Compilação: "Amo-te (Quase) Para Sempre" e "Muito Mais do Que Amigos" de Erin Lyon

outubro 22, 2018 Inês Santos 0 Comments


Ui tanto homem bonito que aqui aparece. Erin Lyon não se contentou com um trio amoroso, mas sim com uma mulher simples e humilde com muito mel por todo o corpo, já que todos eles (mais que dois) não lhe resistiram.
Quando somos confrontadas com o terceiro homem na vida de Kate começamos a perceber que esta história não é tão simples assim e que vai dar muitas voltas. Kate mantém constantemente confusa e atraída e eu também! A certa altura já não sabia por quem torcer.
Temos Jonathan, o companheiro que é a perfeição em pessoa, mas que o único defeito foi ter cancelado o contrato sem falar nada com Kate. E depois o que aconteceu? Arrependeu-se... ou não. porque ainda agora que acabei o livro ainda não percebi bem se ele o fez ou não, já que nunca o pôs por palavras. Este senhor tem mesmo que melhorar esta falha dele, a de não saber comunicar.
Depois temos Adam Lucas. Ai Adam! Quem me dera conhecer-te também. Mas este também tem as suas questões por resolver, e o único propósito dele neste volume é mesmo de baralhar a cabeça e o coração de Kate com todas aquelas atitudes de príncipe encantado, que era um bad boy e que agora afinal mudou de repente pela carinha laroca da nossa advogada.
Quando percebi que ela ia trabalhar com Adam, pensei mesmo que seria outra versão do enredo de Odeio-te e Amo-te de Sally Thorne e muitos outros semelhantes lidos recentemente, mas esta situação resolveu-se facilmente e juntamente com os "contratos", Erin Lyon conseguiu que Amo-te (Quase) Para Sempre fosse diferentes dos seus (quase) irmãos gémeos. Ponto muito positivo.
Este primeiro volume retrata bem a vida do dia-a-dia de uma mulher jovem, e a autora não se conteve nos pormenores, o que achei impressionante visto o livro ter 320 páginas (com papel bem grosso) e ler-se tão bem. Há uma boa mistura de vida familiar, com vida profissional bem esmiuçada, com fraternidade e muitos casos amorosos. Aqui temos de tudo um pouco já que tanto o humor, como a amizade, como a sedução e o amor. Também temos um pouco de mistério, já que esta confusão toda de opções  e decisões porque a personagem passa nunca nos dá grandes pistas de como isto vai acabar e o final... bem não há final! Tomem lá o suspense e se quiserem descobrir agarrem-se ao próximo livro! Jogo muito sujo, porque mesmo que o leitor não esteja agarrado à história e já esteja a apostar no final, aquele pseudo-final complica tudo. Ainda por cima não tinha o próximo volume ao pé de mim por isso imaginem a minha frustração.
Gostei dos pensamentos de Kate e dos seus debates interiores, tal como gostei de ela ser humana e cometer erros, apesar de achar que teve muita sorte nas resoluções destes. Apesar de tudo, a maior sorte dela é ter tanto homem bonito e de sucesso atrás dela, porque se formos a ver bem ela até tem bastante azar: desde pneus furados, a murros perdidos, e o maior de todos, contratos cancelados. Toda uma animação por entre estas páginas que tornam este primeiro volume bastante activo e difícil de largar.
Tem também bastantes personagens secundárias, principalmente mulheres, que sendo muito diferentes mas não menos interessantes que Kate vão ainda dar mais cor (e estilo) a este romance. Apresento-vos Rita, Mags, e a melhor amiga com um nome muito estranho (que também vai ter a sua dose de homens bonitos atrás dela).
Claro que nem tudo é perfeito se não tinha-lhe dados as cinco estrelas.
O facto de todas as personagens serem lindíssimas e ricas nunca ajuda muito. Este facilitismo para um romance atractivo não me atrai minimamente. E por isso gostei de ver Kate a lutar pelo seu sucesso e ordenado ao final do mês como qualquer pessoa real. E por isso é que me identifiquei com ela e gostei de conhecer a história pelos olhos dela.
Também não gostei de na tradução terem colocado os personagens a tratarem-se por você, já todos estão nos 30 e é estranho ver Kate e Adam ou Kate e Dave a tratarem-se por você quando andam a trocar mais que apertos de mãos. Também há imensas trocas dos pronomes: "ele" por "ela" ou vice-versa.
Outro ponto que me irritou, principalmente no inicio, foi Kate se armar em psiquiatra a ler Adam, com discursos bastante compridos e claro a ter razão. Achei um pouco forçado porque é óbvio o que a autora tentou fazer: criar uma ligação instantânea entre eles, fazendo Kate diferente das outras mulheres ocas que Adam tanto repele, mas esta ser a única que o vai fazer mudar. Percebo a intenção, mas dispensava os discursos de vidente-leitora-de-mãos (neste caso de olhos).
Algumas falas de Kate são também descritas como inteligentes, mas o facto de a escritora colocar personagens a elogiá-la por isso não quer dizer que o sejam. Eu não achei, principalmente no inicio. Já li respostas mais inteligentes e surpreendentes do que estas e os personagens nem sequer pensaram ou disseram muito sobre a frase, o que só mostra como muitas vezes os escritores nos tentam implementar opiniões bastante subtis na nossa cabeça. Penso que estou a exagerar, mas tendo terminado à pouco tempo outro romance semelhante em que me vi a reparar nos diálogos bem construídos, com frases inteligentes e surpreendentes, aqui o efeito foi exactamente o contrário. Acho que é importante referir, porque nestes romances são importantes os jogos e trocas de palavras entre personagens para transmitir emoções e sentimentos destas, principalmente quando estes nos aceleram o ritmo cardíaco.
O facto de Kate estar constantemente bêbada também não me escapou, mas dei-lhe o devido desconto por a rapariga estar desempregada e solteira.
Quando pegarem neste livro, se ainda não o fizeram, não estejam à espera de um livro erótico, ou um romance fofo com cenas ardentes. Não vou dizer que elas não existem, mas são bastante escassas e para quem gosta de um bom romance contemporâneo com algumas cenas sexuais bem descritas como eu, então desenganem-se já. Há beijos (curiosamente bastante parecidos, mesmo os homens sendo diferentes) e um ou outro começo de cena mais prometedora. Mas de resto a escritora preferiu manter tudo bastante platónico ou prometedor. Não vejo isto como ponto negativo, porque como gostei da história e dos personagens, não senti falta de cenas assim para me agarrar ainda mais ao livro.

Cuidado: Spoilers (não dá para comentar este segundo livro sem dizer algumas coisinhas)

No segundo volume, Muito Mais Que Amigos, que não convém ler sem ler o primeiro, apesar da autora fazer uma breve introdução a algumas personagens, continua a nossa quadra continua. O mistério e a indecisão de Kate vai continuando, tal como continuam as suas relações platónicas.
muita gente não gostou deste livro porque a autora parece esticar demasiado a massa, tanto que fica tão fina que fica sem consistência nenhuma, mas o que entenderam por massa foram as descrições profissionais de Kate: os vários casos no tribunal, etc. Para mim a massa foram as tais três relações
platónicas: uma que ela continuou mesmo não gostando dele, por isso para que é que a continuou?!; segundo, o amor da vida dela que ela não quer perdoar mas continua a ir jantar com ele e a dizer que tem saudades dele e etc; e, por fim, o terceiro, que tem uma paixão e atracção tão grande, mas esmiuçando tudo percebemos que o rapaz mal teve direito a 10% de antena! Que foi o ponto mais negativo. Quer dizer, o Adam parece ser tão bom rapazinho (em todos os sentidos) e mal aparece.
Quando finalmente tudo se resolve parece um foguete. Aí que a pílula devia durar é que Erin Lyon decidiu acabar com tudo rapidamente.
Acabei por me desinteressar um pouco da história principal e como já no primeiro livro tinha gostado de ler sobre a Kate-advogada, aqui neste continuei a gostar. Deixo-vos um caso real muito parecido ao que vão encontrar e que eu achei imensa piada, apesar da personagem ser um pouco chata:

Neste segundo volume vamos ter mais presente a mãe de Adam, tal como a amiga de Kate e os seus dramas românticos. Também a achei um pouco inconstante nos seus sentimentos, mas no final correu-lhe bem.
Tenho que referir também que as imagens da capa não me encantaram propriamente. Para um romance tão actual, achei os modelos vestidos de forma um tanto antiquada.
No geral, gostei bastante de conhecer estas personagens, principalmente porque estão na mesma linha das que encontrei no romance de Sally Thorne, Odeio-te e Amo-te. Apesar de ter dado a mesma classificação, esta duologia não conseguiu ganhar a esse livro único, de qualquer forma mantenho a minha recomendação de leitura.
Num mundo onde não há casamentos, apenas contratos de sete anos, os casais não dão o nó: assinam o papel. Não existem divórcios, mas sim quebras contratuais e, por vezes, a relação simplesmente expira!No que diz respeito ao amor, Kate é uma mulher sortuda ao lado de Jonathan. Na sua carreira, porém, as coisas podiam estar melhores! Depois de ter deixado tudo para seguir Direito, parece que lhe restam apenas o desemprego e um monte de dívidas.Desesperada por trabalho, Kate conhece o espantoso (e sexy!) Adam, que se revela muito interessado em ajudá-la. Mas as intenções dele não são de todo inocentes. Acontece que Adam é um quebra-contratos, um homem que gosta de seduzir apenas mulheres com contrato assinado. E Kate é mais uma presa no seu jogo de conquistas.Embora saiba que corre o risco de ser seduzida, o coração de Kate já tem dono. Por isso, quando Adam lhe oferece um emprego na sua empresa, ela aproveita a oportunidade. Finalmente o futuro começa a sorrir-lhe!… Um sorriso que dura cinco segundos… até Jonathan lhe revelar que não quer renovar contrato.Com os sonhos destruídos, Kate entra em colapso. E o quebra-contratos? Bem, agora que está solteira, Adam parece ter perdido o interesse, mas, por algum motivo, também não consegue ficar longe dela…Será que a solução é ficarem amigos?
Depois de ter batido no fundo do poço, Kate deu a volta por cima e conseguiu o que queria: tornar-se advogada. Bom, perita em relações falhadas... Mas pelo menos está a realizar o seu sonho. E enquanto lida com as vidas caóticas dos seus clientes - desde disputas por porquinhos-da-índia a infidelidades conjugais -, a sua carreira dá um salto. E se o trabalho de Kate é uma festa animada, a sua vida amorosa é uma montanha-russa!Após uma pacífica relação amorosa de sete anos, Kate encontra-se no centro de um furacão de pretendentes. As suas opções são: Jonathan, o ex-companheiro arrependido, que quer reatar a relação; Dave, o apresentador de televisão com fama de playboy, cujas intenções são duvidosas; e, por fim, Adam, com quem tem uma química inexplicável, mas zero hipóteses, agora que ele a remeteu para a friend zone.No final, Kate tem de decidir e perceber o que realmente a faz feliz. Uma escolha muito fácil, certo?Um romance que promete riso e um leque de homens estonteantes, que a deixarão tão indecisa quanto Kate!

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