14 de julho de 2015

Opinião Young-Adult: "A Elite" de Kiera Cass




Neste segundo volume da série A Selecção de Kiera Cass continuamos com as dúvidas de America ao rubro. O trio amoroso mantém-se sempre em eminente descoberta. 
Tal como o primeiro, este volume é pequeno mas recheado de acontecimentos que acabam por acontecer rapidamente e sequenciais. Desde a Marlee, ao Rei, às recepções e contínuos ataques dos rebeldes, A Elite tem poucos momentos mais parados, sendo a maior parte do livro alternada entre acontecimentos marcantes e momentos de romantismo ao rubro.
Em todos os trios temos sempre uma tendência para um dos lados e posso afirmar que a minha tende mais para Maxon, mas há muitos momentos em que essa tendência não é assim tão certa. Não concordo com os encontros às escondidas entre America e Aspen, talvez por arriscarem de mais e já conhecermos o que pode acontecer. De qualquer forma, acho que a espera que America incute a Maxon é injusta principalmente quando anda a beijar os dois. Além disso, toda a sua incerteza é plena culpa dela visto que alimenta o antigo romance e o ciúme pelos romances alheios. Aqui podemos encontrar o único ponto negativo em relação a Maxon. Se ele ama assim tanto America e tem uma posição já tão certa e definitiva em relação a esta, porque é que continua a alimentar outros romances e a experimentar outras bocas?
Kiera Cass com todos estes acontecimentos acaba por tornar todos, excepto Aspen, um pouco promíscuos, o que é um adjectivo demasiado negativo para um romance destes que continuo a achar ter muitas tendências dos Jogos da Fome. Não encontram as semelhanças? Castas, trios amorosos complicados e agora o Aspen começa a ficar revoltado e musculado!
Apesar de tudo, o livro lê-se muito bem, sempre à espera do próximo acontecimento. A autora é inteligente e nem sempre coloca a personagem principal num pedestal, havendo muitas cenas em que America é rebaixada. Claro que estamos a ler sob a perspectiva desta e a sua auto-estima também não se pode dizer que é das melhores, mas o que America tem de bom é o seu sentido de justiça e nesta obra em que a guerra é pano de fundo, tudo indica que esta característica vai ser útil mais cedo ou mais tarde.
Em contrapartida a Aspen ficar cada vez mais atraente, a personalidade de Maxon tem-se revelado bastante tal como os seus segredos, segredos estes muito surpreendentes.
Achei este segundo volume um pouco mais suave que o anterior, talvez por tê-lo lido tão depois (e o mesmo irá acontecer ao próximo), mas gostei dele à mesma. A escrita de Kiera Cass é bastante acessível e a história fluí muito bem. Gostei de haver mais interrogações além do destino dos três principais, como a questão dos rebeldes, o que torna esta série não só um romance mas também algo mais, se é que me entendem.


A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.

1 comentário:

  1. Eu sou Team Aspen, pelo menos até agora. Já li esse livro em e-book, mas quero tê-lo na minha estante <3 Acho estas capas maravilhosas.
    Nunca tinha pensado nas semelhanças com Jogos da Fome, mas agora que penso nisso...
    Beijo
    www.fofocas-literarias.blogspot.pt

    ResponderEliminar

Dar feedback a um post sabe melhor que morangos com natas e topping de chocolate!