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A Sair do Forno: "D. Maria I" de Isabel Stilwell


Para os fãs desta autora portuguesa, este livrinho sai a 17 de Outubro.
Num tempo extraordinário, este romance, feito de personagens apaixonantes, leva-nos a um cenário de conspiração e intriga na Lisboa do século XVIII. Assistimos pelos olhos de D. Maria ao terramoto que abalou a capital, ao fim do poder do Marquês de Pombal que tanto a perturbava, aos conflitos com Espanha, ao longo processo dos Távora que marcou o seu reinado. Uma época onde lá fora despertava a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.A sua querida Rosa, sempre a saltitar à sua volta cheia de colares e pulseiras, bem tentou protegê-la de tanta dor, mas aos poucos D. Maria deixa-se dominar pela agitação que sempre tentou ocultar, por uma melancolia profunda num longo processo de depressão que culminou na loucura. Um medo que acalentou em silêncio.

Visita ao Museu Machado de Castro



No dia 26 de Junho foi lançado um evento com lugar aqui por Coimbra, por isso claro que metade do STAFF do Algodão Doce para o Cérebro teve que marcar presença. Com uns minutos de atraso qual não é o meu espanto quando me deparo com uma pequena multidão de cerca de 80 pessoas.
Convidando-nos para uma visita guiada ao tesouro da Rainha Santa, acabámos por saber um pouco mais da época e até um pouco da logística de um museu e de algumas peças. Pequenas curiosidades estas que nos agarraram a atenção.


A um certo ponto, quando nos separaram em grupos, visto sermos tantos, Isabel Stilwell decidiu aproveitar a pausa para autografar os livros dos seus fãs. Curiosamente a fila feita para o efeito foi muito mais pequena do que esperava, um pequena percentagem de um grupo tão grande. Mas acabou por ser um ponto positivo para nós, que assim não tivemos que esperar muito tempo. O mesmo não podemos dizer em relação ao tesouro, o principal desta visita.




Curiosidades que aprendi nesta visita:

Suposto colar da Rainha Santa
O "suposto" colar da Rainha Santa pode não ser um colar, mas sim um conjunto de broches dos seus mantos ou até partes retiradas da sua coroa. Este objecto era considerado como algo que dava sorte às parturientes e que ajudava na fertilidade. As peças que lhe faltam desconfia-se que tenham sido "lembranças" retiradas por estas mulheres.
Centro de mesa de coral
Os centros de mesa construídos a partir do coral reza a lenda que mudavam de cor quando a comida estava envenenada. Na imagem vê-se mal, mas o da fotografia é vermelho.
O milagre das rosas não aconteceu apenas com a Rainha Santa, mas também com a sua tia-avó 100 anos antes.
O milagre das rosas não foi o único milagre de Isabel. Também ela "pôs" uma paralítica a andar.
A autora falou-nos que muitas vezes vem a museus ou procura estátuas para saber ou perceber um pouco mais da moda da época, o que vestiam, como vestiam, o cabelo, etc.

O que gostei mais:

Achei que esta iniciativa foi óptima, principalmente com a presença de uma autora já nossa conhecida.
Apesar de já conhecer o interior do Museu Machado de Castro, com guia vemos tudo com outros olhos. As coisas deixam de ser objectos em exposição para fazerem parte de uma história e de uma linha de pensamento. Um livro não é apenas um livro, mas sim a imagem da Rainha antes e depois de ter entregue a coroa, por exemplo.
Todo o museu está muito bem cuidado e todas as exposições estão muito bem organizadas e expostas. O edifício é muito moderno, mas enquadra-se muito bem com o seu conteúdo.
A guia era extremamente educada e simpática, com óptima dicção, e mostrou muito bem o seu largo conhecimento da época e das peças, tal como de escultura e arquitectura. Este ponto é muito importante, porque além de não nos entediar faz-nos querer saber mais e mais sobre cada tema.

O que não resultou muito bem:

Infelizmente nem tudo foram rosas e houve algumas coisas que não funcionaram muito bem. Muitas coisas resultaram do grupo ser tão grande. Pelo que percebi a maior parte das pessoas não estavam inscritas e ao passar por ali em visita aproveitaram para se juntar. Mas o problema a meu ver nem era bem o número, o problema é que os portugueses, infelizmente, não são nada civilizados e preferem empurrar para serem os primeiros do que ser organizados ou até deixarem passar os mais idosos ou até os mais pequenos (em idade e até em altura).
Graças a esses empurrões é que me deixei ficar para trás para ir apenas no último grupo e ver tudo com calma. Qual não é o meu espanto que quando passamos do tesouro para a palestra com Isabel Stilwell esta já tinha acabado e já estavam a dar a sessão por terminada! Isso foi péssimo! Porque elas sabiam muito bem que haviam três grupos e por isso deviam ter esperado pelo nosso. Ainda por cima o número de pessoas que levaram livros para assinar eram tão poucas, que a maior parte que ouviu a tal palestra nem sequer conhecia a autora.
Além disso só soubemos desta graças a um rapaz na rua que nos avisou porque se não íamos embora sem saber. Ou seja, não houve um programa, programa este que podia ter sido feito e enviado em resposta ao nosso email de inscrição.
Outro ponto negativo foi a projecção de voz dos guias. Eles falavam alto, mas só se ouvia quando falavam para o lado em que nos encontrávamos. Ou seja, quando falavam para o outro lado não se ouvia. Portanto metade das explicações foram perdidas no caminho.

Encontra as Diferenças: "Isabel de Aragão - Entre o Céu e o Inferno", "Onvoorwaardelijk" e “Prima, le nozze”



As cores de facto fazem toda a diferença.





A Sair do Forno: "Isabel de Aragão - Entre o Céu e o Inferno" de Isabel Stiwell

Foto de Odete Silva.


Entre o céu e o inferno. Assim foi a vida de Isabel de Aragão.
Nasceu envolta no saco sagrado, a 11 de fevereiro de 1270, em Saragoça. Intocável. Protegida. Com poucos dias de vida o avô, Jaime I, levou-a consigo para Barcelona, no meio de uma tempestade. Cresceu a ouvir histórias de grandes conquistas, de reinos divididos por lutas sangrentas entre pais e filhos e entre irmãos. A história de Caim e Abel. Uma história que se repetiu ao longo da sua vida…
Aos 12 anos casou com D. Dinis, rei de Portugal, e junto dele governou durante 44 anos. Praticou o bem, visitou gafarias, tocou em leprosos e lavou-lhes os pés, gastou a sua fortuna pessoal a ajudar os que mais precisavam e mandou construir o mosteiro de Santa Clara, em Coimbra. Da sua lenda fazem parte milagres, curas e feitos. Mas a melhor rosa de Aragão, que herdou o nome da Santa Isabel da Hungria, era boa para ser rei, como dizia muitas vezes o marido.
Junto dos seus embaixadores e espiões, com a ajuda da sua sempre fiel Vataça, jogou de forma astuta no tabuleiro do poder. Planeou e intrigou. Mas a história teimava em repetir-se. Caim e Abel. Pai contra filho, o seu único filho varão contra os meios-irmãos bastardos.
Morreu aos 66 anos, depois de uma penosa viagem de dezenas de léguas de Coimbra a Estremoz, montada numa mula, para evitar mais um conflito entre Portugal e Castela. Sempre acreditou que a película em que nascera a protegeria de tudo, mas nos últimos tempos de vida sentia-se frágil e vulnerável. E duvidava. Onde falhara como mulher e mãe?

Sai dia 5 de Abril 

Primeiras Impressões: "D. Teresa" de Isabel Stilwell



Oh para ele tão bonito na minha mão e na minha estante. Gosto bastante destas novas lombadas da Manuscrito. Não sei se a mudança de editoras será favorável, mas até agora o interior é semelhante, com as suas fotografias, etc. A lombada tem um ar muito mais "quente" e quando olho para aquele canto da estante é o que me capta mais a atenção.
A capa acaba por ser mais ao estilo do que estamos acostumados com romances históricos de outras editoras, o que ainda não sei se é bom ou mau, visto que apesar de gostar mais assim, no caso do livro Catarina de Bragança o quadro que serviu de capa ficou-me na memória e quando fui a Mafra reconheci-o imediatamente. Será que acontecerá o mesmo apenas com as fotografias do interior do livro?
Em relação à sinopse, sempre fui solidária com esta senhora visto que mãe nenhuma devia sofrer abusos dos filhos. Será que é tudo verdade? Veremos quando ler o livro.
Esta é a história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, traz-nos um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações. Viúva aos vinte e cinco anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha. Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede, em 1128. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que em Sahagún, Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.

A Sair do Forno: "D. Teresa" de Isabel Stiwell




Esta é a história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, traz-nos um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações. Viúva aos vinte e cinco anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha. Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede, em 1128. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que em Sahagún, Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.

Lançamento a dia 9 de Maio!