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Opinião Histórica: "Acordo com o Marquês" de Sarah MacLean

agosto 11, 2018 Inês Santos 0 Comments


A febre da leitura, principalmente da histórica voltou e portanto não poderia estar mais contente!

O primeiro foi este primeiro volume da série Scandal & Scoundrel de Sarah MacLean, uma autora já minha conhecida cujos livros nunca pontuo menos que quatro estrelas. Este não escapou à regra.

Foi uma leitura muito entusiasta, sempre viciante, que primou pelas cenas recheadas de tensão sexual e polvilhadas com pepitas enormes de humor.

Sophie é uma dama com raízes simples que aos 8 anos se viu no meio de uma sociedade que perdoa os canalhas e pune as damas traídas. Que apoia os casamentos sem amor em prol dos com.
Gostei bastante desta personagem por ela ser tão fiel a si própria e na sua consciente, tanto que podemos testemunhar cenas em que ela, nessa defesa pelo que está certo, tem doses enormes de coragem.

A sua língua afiada também foi uma das suas melhores características, principalmente quando faz duelos linguísticos bastante aguçados com Rei.

O único defeito que lhe posso apontar, mas com o dedo mindinho é a sua auto-estima bastante baixa. Este defeito é diminuído pelas várias cenas em que lhe são direccionadas palavras e adjectivos menos próprios, o que justifica bastante esta situação.

Sophie tem várias irmãs, todas elas muito diferentes, que infelizmente já têm a sua história na altura deste livro, portanto, pelo que pude averiguar, os restantes dois livros desta trilogia serão sobre os amigos de Rei e não uma série tipo Quinn. Digo desde já que estou ansiosa por saber mais sobre Warnick e o Duke de Haven.

Rei também nos prova que não é flor que se cheire, mas apesar da primeira mensagem ser de um libertino e canalha, estraga casamentos, achei logo que havia ali trama e tinha razão.

Rei consegue ser um canalha quando quer, principalmente em certas frases, mas no fundo é um coração de manteiga cheio de raiva. Vai "adoptar" Sophie mesmo quando não quer ter nada haver com damas em sarilhos que não querem a ajuda dele, mas os boatos estão tão intrincados na sociedade e neles que ele não vai conseguir dissociar o que é verdade do que é influência das fofocas.

É um romance com imensos personagens, todos eles muito engraçados e característicos. Desde Matthew que nem sabe o papel importante que tem nesta aventura, a Robbie. Todos eles personagens secundários que vão ter um quase protagonismo involuntário. Eheh. Quando lerem irão perceber.

As cenas a dois de Rei e Sophie são abundantes e cheias de emoções. O nosso coração aperta-se mil uma vez por razões diferentes, desde compaixão, a empatia para com Sophie, a raiva contra certos duques, etc.

Este livro ainda rechonchudo vai ter muitas reviravoltas. Quando lhe peguei e comecei a ler, pensei que ele iria terminar em certa parte da história, mas quando me apercebi que faltava ainda metade das páginas percebi que a reviravolta maior ainda aí vinha. Não foi surpresa, mas não deixou de provocar muitos sentimentos de coração apertado.

Tem momentos muito fofos com os nossos protagonistas, claro. Mas o final é o mais fofo de todos. Penso que é um romance sem grandes picos de emoções, porque durante a sua leitura a tensão e a expectativa manteve-se sempre no mesmo nível, só sendo apaziguadas pelas gargalhadas.

As cenas que vos mostro aqui foram duas das mais engraçadas, mas houve muitas mais.

Uma leitura muito recomendável, sem dúvida. Com personagens que nos conquistam nas primeiras cenas, nos primeiros diálogos.

Sophie Talbot é uma jovem nobre que sempre abominou a vida aristocrática. Quando encontra o cunhado a trair a irmã, humilha-o perante toda a sociedade, tornando-se alvo de chacota. A sua única hipótese é fugir, para recomeçar a vida longe daquele mundo que sempre odiou.
Ao fugir, o seu destino cruza-se com o do Marquês de Eversley, mais conhecido por Rei, um homem que tem fama de dissolver noivados e arruinar as damas da sociedade. Apesar de não se suportarem, decidem fazer um acordo. Rei arruinará a imagem de Sophie para que ela se torne inadequada para casar e, dessa forma, possa viver a vida com que sempre sonhou. Já Sophie fingirá ser noiva de Rei, para o ajudar a vingar-se do pai, com quem ele se desentendeu.
Iniciam assim uma viagem até ao castelo do pai de Rei. Só que na carruagem onde seguem há recantos apertados e tentações incontroláveis. E uma viagem que se anunciava aborrecida torna-se tudo menos isso.

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