Distopia,

Opinião Young-Adult: "Gravar as Marca" de Veronica Roth

setembro 21, 2017 Inês Santos 0 Comments



Até agora, neste segundo semestre, Veronica Roth foi a única que não me desiludiu.

Gravar as marcas, lido na versão pt-br foi lido a alta velocidade.

Apesar das referências ao Star Wars eu não encontrei grande coisa ou então estava demasiado distraída com a história que nem me deu tempo para comparar com outras. De qualquer forma temos sim a vertente espacial, com naves espaciais e viagens inter-planetárias. Temos vários planetas, cada um com o seu clima e habitantes.
Gostei bastante dos protagonistas, mas principalmente da história que os vai unir e que Veronica Roth descreveu e imaginou tão bem. É de facto algo original, pelo menos para mim.
A questão das marcas que dá o nome ao livro também é algo mais forte que traz mais qualquer coisa à obra. À semelhança da saga Divergente aqui a questão principal é também a sobrevivência e lutar contra os "maus da fita". A questão é que a autora dificulta imenso o trabalho aos personagens, tanto principais como secundários, e enche assim páginas e páginas de acção de qualidade. Óptimas descrições. Óptimos cenários. Personagens que nos cativam e extremamente empáticos, mesmo sendo de um futuro e de uma realidade que não existe.
O romance também está presente e aqui não foi preciso recorrer a muito. As cenas em que estão juntos têm uma atracção palpável mesmo sem haver grande contacto. Isto só prova a capacidade da autora nos cativar seja pela ficção cientifica, pela acção, pelo suspense ou pelo romance.
O inicio é talvez o mais calmo, apesar da cena inicial. Claro que não é de rir, mas comparado com todo o resto do livro não tem aquele impacto porque ainda não conhecemos as personagens o suficiente para nos ligarmos ou compadecermos. Mesmo depois, toda a panóplia de nomes, tanto de personagens como de cenários ou até títulos baralha-se um pouco, mas devagar vamos entrando na história e assistindo a um filme onde os rostos, as vestes, os uniformes, as expressões começam cada vez a ficar mais nítidas e é aí que nos abstraímos do que se passa à nossa volta e nos escondemos nos cantos escuros das naves ou das casas para assistirmos em primeira mão a tudo o que acontece.
Não dei a cotação máxima, mas esteve lá quase. Estou ansiosa por continuar a acompanhar a vida de Cyra e Akos.
Em um planeta onde a violência e a vingança imperam, em uma galáxia onde alguns são afortunados, todos desenvolvem habilidades especiais – o dom-da-corrente – um poder único para moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia desses dons, Akos e Cyra não. Seus dons-da-corrente os tornam vulneráveis ao controle dos outros.
Será que vão conseguir recuperar o controle de seus dons, de seus destinos e das próprias vidas, e ainda instaurar o equilíbrio de poder no mundo?
Cyra é irmã de um tirano brutal que governa o povo de Shotet. Os dons especiais da jovem causam dor, mas trazem poder – algo explorado por seu irmão, que a usa para torturar seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma na mão do irmão: ela tem uma resistência fora do comum, o raciocínio rápido e é mais esperta do que ele imagina. Akos vem de Thuvhe, a nação amante da paz, e a lealdade à sua família não tem limite.
Mesmo protegido por um dom especial incomum, Akos não evita que ele e seu irmão sejam capturados por soldados inimigos shotet. Akos se desespera e quer resgatar o irmão vivo, não importa a que custo. Quando Akos é empurrado para o mundo de Cyra, a inimizade entre seus países e famílias parece intransponível. Acreditando ser a única saída, Akos decide se unir a Cyra. Uma união que pode resultar na sobrevivência – ou na destruição de ambos…

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