1 de maio de 2017

Opinião Suspense: "Escrito na Água" de Paula Hawkins



Acho que todos já sabem mas para quem possa andar distraído desde 2015, Paula Hawkins é a mesma autora de "A Rapariga do Comboio" um livro que adorei e portanto tinha alguma expectativa para este novo livro que sai amanhã, dia 2 de Maio, pela Topseller.

A premissa do livro é intrigante e atiça o interesse ao leitor logo de início. Temos uma cidade pequena, atravessada por um rio que tem um histórico de vários suicídios de diversas moradoras desta vila. Estas mortes tornam-se tão conhecidas entre os habitantes da vila que o lugar ganha o nome de "Poço das Afogadas". 

Como referi acima, o início intriga-nos logo porque revela mais uma morte no rio e é a partir daqui que toda a história do livro começa, com a morte de Nel e com a chegada de Jules, irmã da vitima, que irá tentar descobrir oque aconteceu à irmã.

O início é um pouco confuso e eu demorei um pouco a entrar no ritmo da leitura. A autora vai-nos apresentado várias personagens, cada uma com o seu ponto de vista por capítulos e portanto diria que as primeiras 100 páginas são as mais difíceis de ler pois somos apresentados a uma dezena de personagens e demora até percebermos quem é quem mas depois disso o livro flui e diria até à velocidade da água de um rio que segue até desaguar na foz, tal e qual o leitor que no virar de páginas, só quer saber o final.

Para além do ambiente psicológico, a autora introduziu também uma aura mística o que deixou-me curiosa e a pensar que possivelmente haveria algum elemento sobrenatural na resolução da trama e embora não vá revelar se há ou não, achei interessante esta opção.
A teia de personagens é complexa, temos uma dúzia de pontos de vista e por vezes senti que as "vozes" das personagens não se destacavam e se não tivesse a indicação no início do capítulo quem estava a narrar, teria-me certamente confundido mas gostei de como todas as personagens tinham um elo entre si, fosse familiar ou de amizade. A autora explora bem todas as personagens, não achei que nenhuma estivesse ali por conveniência, todos têm um motivo para serem assim no livro e nós vemos isso na construção das personagens que vai do passado até ao presente. 

O final pode ser visto de uma maneira inteligente, pois é algo que eu pelo menos não estava à espera mas ao mesmo tempo achei um pouco fraco porque, lá está, esperava algo bombástico. Ao contrário do que aconteceu com o primeiro livro da autora, onde descobri logo o assassino, aqui não fazia a mínima ideia e portanto a expectativa de um plot twist grande era muita. Bem, não posso mentir e dizer que era o final que espera porque não era de certeza.

Há quem diga que é melhor que "A Rapariga do Comboio" e pela maturidade da escrita e pela construção das personagens, diria que sim é mas admito que o enredo do primeiro sucesso da autora cativou-me mais e não me deixou confusa ou a tentar entender quem era quem até à metade do livro, como aconteceu aqui. Mesmo assim, não posso deixar de recomendar esta leitura como prova que é possível escrever um bom livro depois de uma grande sucesso e ainda assim abrir apetite para mais trabalhos da autora, porque quero mesmo ler mais de Paula Hawkins.
O novo livro de Paula Hawkins, «Escrito na Água», é profundamente original e surpreendente, sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. A autora britânica confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou mais intensidade do que «A Rapariga no Comboio».
CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS.
NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.
NEL VIVIA OBCECADA COM AS MORTES NO RIO.
O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.
AGORA, É ELA QUE APARECE MORTA.
Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?
QUE SEGREDOS ESCONDEM AQUELAS ÁGUAS?
Para descobrir a verdade, Jules vai ser forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.

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