10 de abril de 2017

Opinião Suspense: "A Rapariga de Antes" de J.P. Delaney





O passado dia 5 de Abril foi recheado de novidades e entre todas as que saíram nesse dia, uma que vinha a dar algum que falar era esta "Rapariga de Antes" publicada pela Suma de Letras.

Continua a moda do rapariga nos títulos, depois de "A Rapariga do Comboio", "A Rapariga do Calendário", vem agora outra rapariga. De realçar que todas as personagens deste livro já são mulheres adultas e não propriamente gaiatas mas pronto. 😜

Este livro tinha uma premissa bastante interessante, envolvendo uma casa futurística e claro um segredo do passado. O livro tem duas história paralelas. Temos a rapariga do passado que é a Emma e a rapariga do presente que é a Jane. Ao longo das duas narrativas vamos vendo imensas semelhanças entre as duas protagonistas que vão viver para esta casa e envolvem-se com o arquitecto que desenhou a mesma e que tem regras muito específicas sobre a mesma, seguindo uma filosofia minimalista. O que acontece é que a pouco e pouco vamos descobrindo alguns segredos que aquela propriedade esconde e de como alguns acontecimentos da vida de Emma reflectem-se também na vida de Jane. 

Achei curioso a forma como Edward (o arquitecto) é retratado no livro. O leitor fica sempre em dúvida se ele é o herói, a vítima ou o vilão desta história e embora seja uma destas coisas, não consegui gostar desta personagem, com as suas obsessões um pouco bizarras.

Quanto às duas protagonistas, gostei de ambas embora tenha gostado um pouco mais da Jane porque teve um pouco mais de coragem do que a Emma mas são duas personagens muito semelhantes, às vezes com as mesmas dúvidas e pensamentos, portanto se não tivesse atenção ao início do capítulo que indicava que ponto de vista se tratava, acabava por confundir ambas.

Eu não li ainda muitos thrillers psicológicos mas tenho vindo a gostar de alguns muito bem falados no mercado mas este infelizmente não me convenceu. Li o livro em dois dias pelo tempo disponível e fácil leitura mas tirando o mistério à volt do Edward e do assassino, o livro não puxou muito pela minha cabeça, achei tudo muito mediano.

Ainda assim para os amantes do género acho que é um livro que merecesse sem duvida uma leitura, não esperem muito e já agora se conseguirem não leiam a sinopse pois revela um spoiler do livro. 


«Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»
O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.
EMMA: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…
JANE:Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço —e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.
Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A Rapariga de Antes. 


2 comentários:

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