Editorial Presença,

Opinião Suspense: "Nem tudo será esquecido" de Wendy Walker

janeiro 19, 2017 Mafi 1 Comments





E chegou a altura de ler a primeira novidade de 2017 e calhou ser este lançamento da Presença.

Confesso que foi bom ler esta novidade, nunca tinha ouvido falar deste livro e nem desta autora portanto ia sem expectativas nenhumas. 
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Este livro está caracterizado como thriller psicológico e admito que ao princípio não estava a perceber onde é que este livro era um thriller. 
O livro centra-se na violação de uma rapariga, Jenny. Como tal pensei que o livro fosse narrado por ela mas não é bem assim e já lá vamos. Aqui vamos ter um narrador que irá centrar-se sobre a Jenny e também sobre a sua mãe Charlotte e o pai, Tom, que têm todos em comum o mesmo psiquiatra,Alan. Alan é então o narrador e é através dele e da sua relação com os pacientes que vamos tentar descobrir o violador de Jenny.


Como diz a sinopse, Jenny ao princípio não se lembra de nada do que aconteceu, devido ao tratamento que recebeu mas depois de se suicidar, é então reencaminhada para este psicologo e posso dizer que é aqui que  história começa.

O inicio é um pouco lento e sem ser Tom, ninguém parece disposto a descobrir quem violou Jenny, pois todos têm algo a esconder e um segredo, inclusive o próprio Alan.

Chega a uma altura em que tenos mais que um suspeito e foi aí que o livro realmente me prendeu. Não sou a maior fã de ter um narrador a contar tudo, preferia ter um ponto de vista de cada personagem, sem ser nas sessões de psicologia ou em cenas da casa do Alan, mas embora o formato não tenha sido o meu favorito acabei por conseguir gostar do livro, coisa que estava difícil ao inicio! É difícil não contar mais mas tudo acabaria por ser spoiler, é daqueles livros que sabe bem ler a saber mesmo só o essencial. 
Quanto às personagens gostei de todas. O Alan por vezes parecia muito misterioso e creepy, especialmente quando queria que a Jenny se lembrasse do que tinha acontecido e isso dava-lhe satisfação como profissional. Gostei do Tom e a luta que levou para descobrir o violador. A Charlotte também tem uma história interessante e um segredo que não quer que se saibam e que a compromete.

O fim acaba por ser uma grande surpresa e uma reviravolta e acabei por gostar muito de como tudo foi fechado. 

Uma leitura um pouco complicada ao inicio mas que depois agarrou-me mas não consigo dar 4 estrelas. Sem dúvida fica a mensagem de que os pais deveriam fazer tudo para proteger os filhos.Um bom lançamento da Presença. 


Na pacata cidade de Fairview, no Conneticut, a vida parecia perfeita até à noite em que um acontecimento trágico chocou a comunidade. Jenny Kramer, uma adolescente com quinze anos, é brutalmente violada depois de sair de uma festa. Os médicos decidem administrar-lhe um fármaco usado nos casos de patologias de stress pós-traumático, eliminando as memórias do incidente. Contudo, nos meses seguintes, Jenny é surpreendida com sensações que a fragilizam psicologicamente, levando-a a tentar o suicídio.
O pai, Tom, está determinado a descobrir o culpado e fazer justiça. A mãe, Charlotte, age como se nada tivesse acontecido. Os pais de Jenny procuram a ajuda do psiquiatra, Alan Forrester. Nisto, o seu casamento é posto à prova, revelando segredos e fragilidades, bem como a teia que une toda a comunidade.
Afinal, todos têm algo que não desejam revelar e a busca pelo violador conduz a um thriller psicológico com um desfecho inesperado e perturbante.



1 comentário:

  1. Pela sinopse parece bastante interessante! Mas depois do Gone Girl o mundo dos thrillers tem uma tarefa ingrata de tentar chegar aos calcanhares daquele livro *.*

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