2 de setembro de 2016

Opinião Contemporânea: "Solteira até Sábado" de Catherine Bybee



Hum... que saudades de ler um livro destes num só dia e noite. Foi ler sem parar mesmo num dia atarefado e a correr de um lado para o outro e o dia seguinte a prometer o mesmo.
Catherine Bybee escreve de uma maneira muito fluída e toda a história, apesar de ter pontos repetidos um bocadinho lamechas demais, é lida sempre a desejar a próxima página.
Toda a obra é cheia de emoções e escolhas, desde o esconder segredos para não ser humilhado, ao ter que provar aos seus pais que merece o seu respeito, o amor entre irmãos, o amor entre pais e filhos, a amizade forte e verdadeira, a paixão proibida e a paixão permitida, entre outras.
Achei este volume muito mais activo e animado em termos de acontecimentos em relação aos dois primeiros, os que li, visto que o terceiro apenas há em inglês. Aqui há inúmeros tipos de relações, e até mete polícia! Há também vários tipos de agressão.
Mas o que eu mais gostei foi o facto de a autora não se focar apenas na parte romântica da história. Ela além de ter incluído várias, sem ofuscar a principal, juntou também várias crises familiares e acontecimentos muito reais que acabou por enriquecer imenso todo o livro tornando-o assim em algo mais que um romance de fim de semana.
Catherine Bybee também envolve os casais principais anteriores, que sinceramente tive que ir reler as sinopses para me lembrar das suas histórias. Ao contrário do que achei nesses dois que li (Opinião Casado até Quarta, Opinião Casado até Segunda) aqui o protagonista masculino número dois, já que são dois, não é o típico rico que com o seu dinheiro cativa e resolve tudo. Não digo que isso não exista por aqui, já que como os outros galãs estão envolvidos tinham que fazer a sua magia. Mas Zach pode não ser como os outros, mas a mim cativou-me logo no primeiro momento. A autora também não faz por menos já que os seus primeiros momentos entre os casais, ou futuros casais, são sempre cheios de faíscas e confetis, o que eu adoro!!!
Além de todas as coisas boas, aqui também encontramos clichés. Temos o casal adolescente grávido, com pais de diferentes religiões. Temos a boa samaritana. Temos o casamento falso com o marido gay. Temos a família numerosa a contrabalançar com a família inexistente. Entre outros. Mas sinceramente nada disto me fez mossa. Hoje em dia é muito difícil ser original, principalmente em romances contemporâneos, porque se formos a inventar muito deixa de ser contemporâneo e torna-se fantasia.
Na segunda parte temos então a maior parte da acção toda e digo-vos que aquilo é tudo uma correria! Ufa. Aconteceram momentos que me surpreenderam, já que tudo o que envolve Karen Jones é quase sempre perfeito (a personagem é perfeita, mas claro que tinha que ter um Passado e até um Presente imperfeito), o que foi um ponto bastante positivo.
A parte gay, mais ou menos a meio, fez-me alguma confusão, mas até gostei daquele realismo. Mas acho que depois de ler o mês de Março de Audrey Carlan já nada me faz confusão no que atende a este tópico.
Outro ponto que me fez lembrar os livros desta última é o facto de Karen ser contratada para fingir ser quem não é como acontece na saga d'A Rapariga do Calendário. Como fã destes livros, este ponto em comum só me fez gostar mais, mesmo sendo algo muito parecido.
Para vocês perceberem o quanto gostei deste livro só vos digo que me apetece ir lê-los do inicio, sem paragens. Continuo fã desta escritora e já nem sei porque não dei cinco estrelas. Eu sabia ontem à noite às duas da manhã, mas escapou-se-me durante o sono.

Já disse que adoro a capa? Quero um ramo igual!

Karen Jones: Loura e bonita casada com uma estrela de Hollywood, afinal é Karen quem passa os seus dias a desempenhar um papel: o de esposa feliz. Há um ano, aceitou casar com um actor para calar rumores acerca da vida privada deste. Agora, o dia do divórcio aproxima-se e há um cheque de cinco milhões de dólares à sua espera. Mas quando se prepara para sair airosamente do seu casamento falso, o cunhado lindo de morrer entra-lhe pela porta de casa… e do coração. Zach Gardner: Moreno de olhos azuis, Zach chega para celebrar o primeiro aniversário de casamento de Michael e Karen. Está ansioso por conhecer a mulher que o irmão escondeu da sua família. Mas mal Zach e Karen se encontram, surge uma faísca. Quando o casal vai visitar todo o clã dos Gardner, Karen tem de manter o segredo do marido bem escondido de todos… até de Zach, que pode muito bem ser o grande amor da sua vida.
4*

1 comentário:

  1. A capa é, de facto, muito bonita. Parece-me um bom livro, para uma leitura mais leve, para intercalar com outros que requerem mais concentração.

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