29 de fevereiro de 2016

Opinião New-Adult: "You Were Mine" de Abbi Glines



Primeiro que tudo devo dizer que esta capa é muito fiel ao nosso casal protagonista deste único livro. Imagino-o mais giro e com mais cabelo (aqui não se vê bem), por exemplo, mas de resto, estão iguaizinhos a como as descrições de Abbi Glines me fizeram imaginá-los. 
Começando a entrar nas páginas, deixando a parte de fora para trás, devo dizer que este livro foi sexy e apaixonado, mas ao mesmo tempo foi triste, cheio de pensamentos e memórias muito amargas. A mudança de Bethy de amarga para doce, quando os muros que ela erigiu começaram a ruir, foi muito vaga para o meu gosto. Uma coisa era ser criada uma rachadura a pouco e pouco, mas as fissuras foram poucas e muito seguidas. Ora aqui esta leitora não é muito paciente, por isso não me posso queixar muito, mas quando acabamos um livro que gostámos tanto pensamos sempre que podíamos ter tido mais, mais pedacinhos do bolo que nos soube tão bem. Neste caso, fez-me falta mais bocadinhos de Bethy e Tripp porque eles são perfeitos um para o outro.
Não gostei das alterações constantes do passado e do presente, apesar de ter corrido melhor que no livro anterior, A Primeira Chance, já que a autora vai-nos contando aos poucos e poucos o que aconteceu com Bethy. Mesmo assim, acho que aqui houve uma falha, principalmente na descrição da perda de virgindade da nossa personagem principal. Essa memória foi apenas uma sombra comparada com as outras todas, além disso a partir daí não sabemos mais nada. Nem me lembro muito bem se foi relembrado o que se passou quando Tripp se veio embora e a deixou. Estes pequenos lapsos que a autora podia desenvolver mais é que fazem com que continue a dar 4 estrelas e não as 5 que quero dar.
Acho que também podiam ter sido desenvolvidas ou incluídas as cenas da vida de Bethy quando Blair a conheceu. Esses momentos foram referidos para falar do começo da sua relação com Jace, mas mesmo assim havia tanto para contar nesse tempo em que Bethy era a Bethy que nós conhecemos no inicio. Senti falta dela. Ainda por cima nos livros seguintes nem sequer se fala dela e ela sempre foi presença assídua nos 9 primeiros livros. Que falha! Ok, estou-me aqui a lembrar de uma Bethy muito promiscua e oferecida em vez de estar toda contente com a Bethy de coração corado e noiva, mas ela tinha um brilho especial quando brincava com os clientes do clube porque era uma personagem mais confiante, agora é só lamechas e romântica. E como toda a gente sabe eu gosto de personalidades fortes. Mas confesso que gosto mais de personalidades felizes e ela não era nessa altura.
Não consegui perceber também se a Bethy de 16 anos era tímida ou não, porque ela com Tripp tímida é que não era, fisicamente falando. Em termos de palavras era muito reservada, nada parecida à Bethy pré Jace.
Adorei conhecer os pormenores do pré e do casamento de Woods e Della, e mais uma vez, tenho pena que a autora tenha referido tão pouco do casamento de Grant e Harlow.
Adorei também a relevância dada a Nate e a Lila Kate. Torna-os personagens pequenas mas que acrescentam realidade à história e continuidade aos romances. Complementam-nos ainda mais e fazem-nos desejar ainda mais ser como eles.
Portanto, esta série tem feito as minhas delicias e adoro cada um mais que outro, mas não tanto como os primeiros três que são os meus preferidos. Já disse que quero relê-los?

Aos olhos dos playboys ricos que frequentam o Clube "Kerrigton Country Club", em Rosemary, Tripp Newark é um herói. Sob a pressão dos seus pais para se tornar um advogado e levar uma vida conservadora de classe alta, Tripp desapareceu da cidade há cinco anos para viajar pelo mundo, perdendo a oportunidade de herdar milhões.
No entanto, poucos sabem do que ele estava realmente fugindo...
Bethy Lowry já era quebrada muito antes do seu namorado se afogar no mar tentando salvá-la depois dela bebeu demais - de novo. Para uma garota que mora num trailer trabalhando como a garota do carrinho entre os consumidores ricos de Kerrigton Country Club, Bethy foi sempre impressionável.
Mas cinco anos atrás, antes dela ganhar sua reputação como alcoólatra e de garota fácil, ela havia passado um único verão com Tripp Newark que mudou sua vida para sempre...

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