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Opinião Sobrenatural/Young Adult: "Rainha Vermelha" de Victoria Aveyard

janeiro 15, 2016 Mafi 0 Comments




Devido a uma leitura conjunta, a primeira leitura iniciada em Janeiro recaiu sobre "Rainha Vermelha" de Victoria Aveyard.

No ponto de situação que fiz enquanto a leitura ainda prosseguia, confessei aqui que estava a adorar o livro. Pois bem posso dizer, que agora terminada a sua leitura, o resultado final é de apenas 3 estrelas.

"Rainha Vermelha" foi trazido ao mundo literário, tanto internacional como cá em Portugal, com elogios rasgados mas também algumas vozes negativas se levantaram: que não era original, que era uma cópia de meia dúzia de livros muito populares, etc.
Rainha Vermelha (Rainha Vermelha, #1)Estou de acordo com todos aqueles que não viram nada de especial neste livro, porque eu também não vi. É certo que quando findei a leitura, atribui-lhe a cotação de 4 estrelas no Goodreads mas dia após dias as dúvidas e perguntas aumentava: mas eu terei eu gostado muito deste livro?

Eu levo bem à letra a cotação do GR e se 4 estrelas quer dizer "really liked" então só posso atribuir este rating a livros que tenha gostado muito. Assim a minha pontuação desceu, porque eu não gostei muito de "Rainha Vermelha" apenas gostei. Assim-assim.

Começando pelo mundo criado pela autora, tem potencial e a ideia é engraçada se bem que é aqui que o livro mais sofre pois as semelhanças com as outras séries são inúmeras. Eu cá só revi os Jogos da Fome e a Seleção nas páginas do livro de Victoria Aveyard, mas durante a leitura conjunta outras séries foram sendo apontadas, como ainda não as li não sei. Mas é claramente vidente que Aveyard bebe muito do que ultimamente se tornou popular no mundo YA e foi esse o seu maior erro. Parece que o livro foi escrito enquanto ela lia essas tão populares sagas e foi fazendo um copypaste de cada livro para o seu próprio livro. 

Saindo do world-building focamo-nos nas personagens. Se há algum adjectivo com que consiga caracterizar a protagonista é de apática. Senti pouca empatia e não fiz qualquer esforço em querer torcer pela protagonista. Mais depressa gostei da rainha e da Evangeline, as vilãs da trama, mas aí ao menos tinha motivos para odiá-las, coisa que não aconteceu com a Mare. Aliás este é o segundo maior erro da autora, as personagens estão lá porque têm de estar e o livro centra-se em humanos mas há muito pouco esforço em fazer com que as personagens se destaquem e não sejam engolidas pelo espaço e pelo que está a acontecer. O livro tem alguns plot-twists...uns previsíveis, outros que até surpreenderam e há que dar o devido louvor. 

Depois de ter acabado a leitura de "Rainha Vermelha" ainda embarquei na leitura dos seus dois contos que antecedem este primeiro livro e que narram os acontecimentos antes da Mare aparecer. Pensava que iam ser contos ou pequenas novellas de 30 ou no máximo 50 páginas mas não, toma lá 100 páginas! A noveleta é pertinente para quem queira saber mais sobre a mãe do Cal mas para mim foi um pouco tediosa, interessante mas ainda assim bastante aborrecida. Tão aborrecida que nem me dei ao trabalho de ler o 2º conto. Nem sei se o irei ler. Aliás não sei ainda se irei acompanhar a série..talvez dê uma hipótese ao 2º livro que terá de me surpreender bastante para fazer-me mudar de opinião em relação a está série. Quando o ler veremos o que acho. 

O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate - uma rebelião dos Vermelhos - mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?



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