Primeiras Impressões

Primeiras Impressões: "A Matemática do Amor" por Ne


Mais um livro chegado a dia 28 e pelas mãos do namorado.
Agora que analiso  é que verifico que a editora é a mesma do anterior (ver AQUI), tal como a cor da lombada e/ou fundo é semelhantes. Acredito que não foi de propósito, mas ao colocar A Matemática do Amor ao lado d'O Coleccionador de Sons, do Desejo Subtil e do Sedução Intensa, notei a similaridade entre estes quatro livros. Hum...

O Título:

Muito original! Gosto de matemática, gosto da temática do amor por isso... este título chama-se de várias maneiras para ler o livro.

A Capa:

Não digo que a nudez de uma mulher me cative, mas penso que a harmonia das curvas, tal como as cores quentes e o título seduzem e deixam-nos com curiosidade.

A Sinopse:

Esta promete-nos um romance histórico e dramático, em tempo de guerra. Já referi algures que tenho uma queda por romances com saltos no tempo, e segundo a sinopse é isso que vou encontrar aqui. Mais um ponto positivo!

A Paginação:

Tamanho de letra, margens e espessura de folha dentro da normalidade e do rasoavel.

Dúvidas/Expectativas:

Estou bastante entusiasmada com esta história, e sendo um romance histórico, de uma escritora feminina, acredito que será uma obra à qual darei no mínimo três estrelas e meia.
Veremos... Espero que as expectativas não estejam demasiado altas.

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Anne Rice/A.N. Roquelaure,

Opinião Erótica: "O Despertar da Bela Adormecida" de A.N. Roquelaure


Uma surpresa que ainda não vos sei dizer se boa se má.
Devo dizer que o inicio é sem dúvida um choque para quem não está habituado a este tipo de literatura, enquanto que o restante livro insiste em renovar este sentimento.
Se esperam romance então aviso que não o vão encontrar aqui. Vão encontrar um mundo e uma civilização novos, com mentalidades diferentes do que estamos habituados. Vão encontrar atracção, poder e reverência. Vão encontrar sim uma espécie de amor que só lendo irão perceber como funciona.
Nenhuma das personagens me conquistou propriamente, mas sim os seus comportamentos, tal como os seus jogos e punições. O principe encantado, cujo nome não chegamos a saber, e a Bela são nos mostrados com diferentes POV's - primeiro ele e depois ela. Confessa que só quando começou o POV de Bela é que comecei a entrar mais no livro, porque assim conseguimos perceber o que pensa ela de tudo aquilo, visto que ela é tão pouco experiente como nós no castelo e reino do Principe Encantado.
Como referi o inicio para mim foi o mais marcante, mas o final foi o que me aumentou a curiosidade para seguir a trilogia. Este último começa de uma maneira tão rápida que eu fiquei com uma certa sensação de vazio, o qual me foi retirado por alguém que já leu a trilogia toda e mo explicou.
Se têm uma mente aberta para cenas puramente eróticas então recomendo-vos esta obra.

No conto popular da Bela Adormecida, o feitiço da jovem princesa apenas pode ser quebrado pelo beijo de um Príncipe. Anne Rice reconta esta história, sondando as implicações deste conto sugestivo e sensual ao explorar a sua ligação inegável ao desejo sexual. O Príncipe desperta a Bela Adormecida não com um beijo mas com a iniciação sexual e a sua recompensa é a submissão completa da Princesa. A jovem é levada para o castelo do Príncipe, onde terá de se submeter a provações inimagináveis para demonstrar a sua total entrega e dedicação.
A história conduz o leitor a um mundo sensual de sonhos proibidos e desejos obscuros... um mundo no qual as ideias tradicionais de submissão e preferência sexual são menosprezadas... um mundo que se torna irresistivelmente convidativo pelo espírito aventureiro e a imaginação inigualável de Anne Rice. Uma experiência envolvente.




Título Original - The Claiming of Sleeping Beauty
Edição - Novembro 2005
ISBN - 9789721056176


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Pilha Cerebral

Pilha Cerebral: "Românce-o-lândia"



Esta é a pilha de livros lidos da Catarina Abreu (blog Páginas Encadernadas).

Belo exemplo de trabalho de braços e equilibrio!

Obrigada mais uma vez Catarina. É sempre um prazer ver um aglomerado tão delicioso.


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Irving Wallace,

Opinião Erótica: "As três sereias" de Irving Wallace


Começo por dizer que nunca tinha ouvido falar deste livro e portanto não sabia bem o que esperar deste clássico de Irving Wallace.

"As três sereias" é um livro diferente de tudo que já li. O autor consegue levar-nos numa viagem até às regiões mais selvagens e desconhecidas do oceano Pacífico.
A narrativa centra-se num grupo de dez cientistas americanos que são convidados a explorar a ilha das Três Sereias durante seis semanas, uma ilha pouco funcional aos olhos desta dezena de investigadores, onde tudo é simples e natural, sem intervenções do Homem. Entre este grupo encontram-se a famosa antropóloga Maud Hayden e mais nove observadores, sem nada em comum uns com os outros mas todos eles com um passado que querem deixar para trás, vendo esta viagem a ocasião perfeita para começar uma nova vida.

“Uma ilha vulcânica, um pedaço de terra e de selva, tão isolado no mar poderoso que nem sequer se encontrava no mapa. Um povo, uma cultura, tão estranho que nada sabia de polícias, de votos, de lâmpadas eléctricas, filmes, máquinas, canções de natal, soutiens, telefones, bombas nucleares, lápis, cesarianas.”

Temos entre outros, um professor, um psicanalista, um fotógrafo e uma enfermeira. Todos eles com motivos para embarcar nesta aventura e conhecer este paraíso no meio da Oceânia, algo que irá para além da descoberta de um novo cenário, irá ser uma ponte entre o passado deixado na América e um futuro numa ilha desconhecidas aos olhos de todo o mundo.

As três sereias, apresenta-nos um povo diferente de qualquer habitante comum do Planeta Terra. Nesta sociedade, embora haja leis, direitos e deveres, o mais incomum e diferente são os hábitos sexuais desta civilização. Não há qualquer coartação sexual, há uma total liberdade nos parceiros, desejos e fetiches. Digamos que a vida sexual desta gente é bastante activa e sem qualquer pudor. O que para este grupo de cientistas e para os leitores pode parecer um choque e quase irreal. Vivemos num mundo onde em várias culturas (incluindo a nossa) o sexo continua a ser tabu e motivo de constrangimento e também devido a isso, não ser um assunto de conversa aberta e de termos apenas uma visão mais ocidental sobre as relações sexuais, esquecemos-nos que em outras partes do mundo, o sexo é diferente. "As três sereias" embora seja uma ilha fictícia, não duvido que represente muitos povos primitivos e selvagens, escondidos aos olhos do Homem mais consciente.

Quanto às práticas sexuais observadas nesta tribo, temos por exemplo a perda da virgindade aos 16 anos onde todos as habitantes jovens são conduzidas à Cabana Sagrada para terem a cerimónia habitual. São submetidos a um exame físico especial efectuado por uma anciã da Hierarquia do Casamento; depois disto escolhem o seu parceiro para ter a primeira relação sexual a que chama Amor físico. Outro ponto de diferença é o vestuário, os homens andam apenas com uns pequenos sacos púbicos, e as mulheres com uns curtos saiotes que não esconde muito.

O mais interessante para mim, nem foi as diferenças sexuais, pois isso eu sei que não é igual em todo o lado, o que talvez mais me interessou foi que ao contrário do que este grupo pensava e desejava, incutir algumas normas mais civilizadas a estes habitantes, o que aconteceu foi o contrário, como por exemplo o casal Marc, filho de Maud e a sua mulher Claire. A mudança de ambiente e o impacto que os padrões das 3 sereias, conduziram a estas duas personagens a terem comportamentos fora do normal, e sabendo o leitor que são casados esperava-se uma conduta matrimonial ocidental. Marc ao princípio não consegue habituar-se à ilha vendo esta apenas como um refúgio à vida que anteriormente levava, já Claire aos poucos vai adaptando o estilo de vida das mulheres deste local, começando  a desenvolver comportamentos estranhos e colocando o seu casamento em risco. Ao longo do livro vemos a relação dos dois deteriorar-se. Tehura, uma nativa, também começa a ser influenciada pelos visitantes, principalmente por Marc o que não lhe trará uma vida feliz. Outra personagem que também descobriu-se a si mesma foi Harriet, que encontrou na ilha um local onde a aparência física não importa, ao contrário de onde vem.

O que mais gostei foi que este livro é obra dupla. Tanto é ficção como também não é. Temos uma narrativa, com personagens, princípio, meio e fim mas por outro lado temos um documentário sobre as relações humanas de uma sociedade indomesticável. Wallace tem a habilidade de nos mostrar que as práticas e os costumes de uma sociedade são próprios dessa cultura e são perfeitos aos olhos dessa sociedade e que não podem ser mudados e introduzidos novos valores por outros totalmente diferentes. Nem todos podemos compreender mas temos de respeitar e beneficiar dos seus ensinamentos como progresso cultural da humanidade.

“As Três Sereias, constituem o sonho eterno do Paraíso Ressurgido. Quando o mundo soubesse da sua existência, acreditaria, e, acreditando, procurá-las-ia? E quanto tempo demoraria o mundo a encontra-las, se algumas vez as encontrasse?”

“As Três Sereias, nome da uma ignota ilha dos Mares do Sul, é um romance dos mais significativos de Irwing Wallace. Um grupo de cientistas Norte-Americanos, altamente “civilizados”, que parte para uma ilha para estudar os seus costumes, vive enfim, profundos dilemas que põem em causa os padrões familiares e sexuais da sociedade ocidental. As conclusões – provavelmente irónicas -, admitem que, afinal, a felicidade (e entre ela, a conjugal), pode estar retida na forma de viver de sociedades que são consideradas habitualmente “selváticas”.

 

Título Original - The Three Sirens
Edição - 2000
ISBN - 9789723810257




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Pilha Cerebral

Pilha Cerebral: "My Pile"


Poucos mas bons.

Esta é a minha pilha de romances noutra língua. Em ebooks há muitoooos mais, mas físicos só tenho estes.
Ainda não li nenhum, mas o desafio Ler em Inglês de 2013 é para corrigir essa situação.

Conhecem algum? Já leram algum?

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Civilização Editora,

Opinião Contemporânea: "À Procura do Amor" de Jodi Picoult


Mas o que é que se passa com os tradutores e a troca de nomes dos personagens? Ultimamente tem acontecido numa proporção de dois em três. Enfim, bela maneira de começar uma opinião.

Para que é que Jodi Picoult mete as datas em alguns capítulos, se o capítulo a seguir, já sem data, não tem nada a ver? Sinceramente não percebi o intuito de só por data ou um género de referência temporal apenas nos capítulos de Rebeca e não gostei da mistura com pouco sentido (pelo menos para mim) do Passado com o Presente.

Apanhei um paragrafo inteiro sem qualquer pontuação! Foi de propósito? Se foi, que raio de ideia, se não foi como é que aquilo passou?

Não gostei do final e quem me conhece pode adivinhar facilmente porquê: porque não é feliz. Depois de ler dissertações sobre baleias e  de detestar Oliver; depois de desejar um pomar e um dono como Sam, Jodi Picoult não os junta??!! Estou indignada, mesmo passados dias.
Como podem ver, esta leitura foi muito atribulada. Passei dois terços do tempo indignada e terminei piursa!
Não é que não tenha gostado da história - ok, é linda, cheia de lições, tanto de baleias como de maçãs, mas a direcção e a forma como está contada estragaram algo que poderia ser muito mais bonito e emotivo.
Claro que eu gostei das aventuras da mãe e filha, claro que detestei as atitudes e escolhas de Oliver, claro que eu tive uma empatia imadiata com Joley e Sam... Por falar em Joley, ele gosta da irmã daquela maneira??!! Ugh.
Achei também que todos aqueles desvios na viagem de Jane e Rebecca serviram um pouco para, perdoem-me a expressão, "encher chouriços".
Além disso, ainda não percebi o que é que a sinopse quer dizer com "Oliver (...) irá agora seguir a mulher através de um continente e descobrir uma nova forma de ver o mundo, a família e a si próprio: através dos olhos de Jane.". Como é que ele viu o mundo através dos olhos dela? Se me disserem que durante a viagem ele sentiu a falta dela e finalmente reconheceu o amor (necessidade?) que sentia por ela, então aí concordo, agora não acho que a viagem em si tenha alguma coisa a ver com a mudança. Só numa parte da história, aquela em que ele as observa no campo de trigo (?) é que ele vê que não faz parte da família e aí é que ele começa a mudar a maneira de pensar e a achar que a ama de verdade. Sinceramente, e não sei se esse era o objectivo da autora, achei que ele não a amava era nada.
Agora em relação a Sam! Aí sim, até senti a faísca e a ligação a fazer-se. Adorei esses poucos momentos.
E pronto, mesmo passados tantos dias continuo com um sentimento de amor/ódio com esta obra e por isso não sei se fiquei fã, de uma maneira estranha, de Jodi Picoult ou se a detestei por completo. A solução? Ler outra obra dela talvez, agora o difícil vai ser a escolha.
Durante anos, Jane Jones viveu na sombra do marido, Oliver Jones, um conhecido oceanógrafo de San Diego. Mas na sequência de uma acesa discussão, Jane parte com a filha adolescente, Rebecca, numa odisseia pelo país, orientada pelas cartas do irmão Joley, que as guia até ao seu pomar de macieiras em Massachusetts, onde a esperam algumas revelações surpreendentes sobre si própria. Oliver, especializado em seguir baleias-de-bossa pelos vastos oceanos, irá agora seguir a mulher através de um continente e descobrir uma nova forma de ver o mundo, a família e a si próprio: através dos olhos de Jane.



Título Original -Songs of the Humpback Whale: A Novel in Five Voices
Edição - Abril 2012
ISBN - 9789722628860

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Primeiras Impressões

Primeiras Impressões: Vários por Ne


Como qualquer livro da Harlequin:
- são pequenos;
- têm letras pequenas;
- capas deliciosas.

Decidi, portanto, fazer um 8 em 1 e analisar com olhos de ver estes livrinhos que me chegaram no dia 28 por CTT.

Os Títulos:

Corações, amor, sonho, conquista e atracção, são as palavras chaves e também as mais usadas. Todas elas pertencem a títulos tipicamente românticos que condizem com as capas e, às vezes, sinopses.

As Capas:

Com casais, homens semi-nus ou vestidos deslumbrantes, a Harlequin presentei-a nos sempre com capas cheias de cores apetecíveis.
Neste caso, o da Penny Jordan e da Linda Howard não cumprem estes requisitos, mas como já conhecemos as autoras de outras leituras, nem a capa mais simples e pálida nos faz não os adquirir.

As Sinopses:

Todas elas prometem muito romance, coberto de mel ou apenas de chocolate derretido.

A Paginação:

Letra mais poupada, folhas quase que recicláveis, espaçamentos reduzidos... tudo para estes pequenos contos caberem em 300 pequenas folhas (em média).

Dúvidas/Expectativas:

No caso destes livros de bolsos as expectativas nunca são grandes, mas para quem gosta de ler romances de bolso, leves no preço, no peso e até na qualidade e nos pormenores, acaba sempre por querer ler e adquirir.
Será que este vai ser melhor ou pior que o último?
Só sei que de certeza que vão acabar por ser... felizes para sempre.

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Charles Martin,

Opinião Contemporânea: "Até que o rio nos separe" de Charles Martin


Adorei, um romance lindo! Confesso que não contive as lágrimas. "Até que o rio nos separe" é  um livro muito romântico cheio de emoções fortes que envolve o coração mais resistente a literatura lamechas. 


A história centra-se no casal Doss e Abbie, ele um pintor, ela uma modelo que estão profundamente apaixonados um pelo outro, só que infelizmente ambos travam uma luta contra o cancro de Abbie. Ela é uma mulher muito corajosa e que pretende viver até aos últimos dias da sua vida e elabora uma lista de 10 coisas que gostaria de realizar antes de morrer. Isto é a premissa do livro, depois o resto é a realização destes desejos. Doss é um marido muito atencioso e protector e apesar de saber que ela está muito doente, embarca com ela na aventura de concretizar os pequenos 10 sonhos de Abbie. Quem não está muito de acordo com esta viagem é a família de Abbie, que nunca aceitou o casamento da filha com o artista. 

Neste livro, Charles Martin mostra como o amor pode ultrapassar as barreiras mais difíceis, como uma doença terminal. E como testemunha dessa luta possível, temos o rio, que neste livro é também uma personagem. Através das águas mais calmas ou mais agitadas, vamos acompanhando o curso da viagem deste casal que me tocou o coração.

Eu gostei muito do livro porque não só mostra um amor verdadeiro e puro que consegue enfrentar todos os desafios da vida, como mostra que, até no fundo do poço há luz e que conseguimos transformar uma tragédia em algo de bom, como a Abbie fez com o seu cancro. Há sempre desejos a cumprir na linha da vida e apenas precisamos de acreditar que conseguimos realizá-los. É sem dúvida um livro maravilhoso, sobre amor e sobrevivência e que me conquistou completamente. Espero ler os outros dois livros do autor que estão publicados em português. Para quem gosta de Nicholas Sparks, não pode perder este livro.



Doss Michaels nasceu e cresceu num parque de caravanas junto ao rio St. Mary e tenta sobreviver como pintor. Abigail Coleman é a única e lindíssima filha do mais poderoso senador da Carolina do Sul. Um único encontro foi suficiente para perceberem que ficariam juntos para sempre.
Após dez anos de casamento, Abbie debate-se com uma doença terminal. Sempre a seu lado, Doss trava com ela uma terrível batalha pela vida.
Quando Abbie elabora uma lista de dez coisas que gostava de fazer antes de morrer, Doss tudo faz para a ajudar a concretizar os seus desejos.
E, antes que seja tarde de mais, partem juntos para a viagem das suas vidas. 


Where the River Ends



Título Original - Where the river ends
Edição - 2009
ISBN - 9789720041777   





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Bella Andre,

Opinião Erótica: "Sedução" de Bella Andre


Leve, magro e para pessoas que vêem mal ao perto. É esta a minha descrição da parte física deste livro.
Curta, carência de auto-confiança e poucas, mas boas, cenas mais quentes - é a descrição do conteúdo.
Desde o inicio até ao fim da leitura de Sedução que tive um pensamente constante, que esta obra era mais própria para uma editora como a Harlequin do que para a Planeta. Sendo tão pequena, tão cheia de "romeliquices" e com tão poucas personagens, a história é mais indicada para um livro de bolso, para ler na praia em três horas do que para um livro deste tamanho. Assim claro que as letras tiveram que ficar maiores e a folhas mais grossas.
A história, como disse, até é bastante simples e resume-se a uma tentativa falhada (?) de escritora erótica, que não encontra apoiantes dos seus pequenos textos, então decide ir a uma convenção de literatura erótica onde, e aqui não percebi muito bem como é que aconteceu, choca e cai mesmo em cima do melhor e mais conceituado escritor desse género. Charles Gibson.
Este que é todo bom e lindo e talentoso farta-se de levar copos de água em cima por descreveu cenas de sexo cheias de romantismo e então mal lhe cai a ruiva em cima pronto, nunca mais se largam até ao fim.

Candance não é nenhuma mulher de armas, pelo contrário. É fraca, tanto de ideias como de acções. E por isso quando ela se despiu pela primeira vez e da segunda vez que esteve com Charles eu exclamei: "mas que raio"! É que foi um acto completamente fora do que a personagem é. Aqui, portanto, achei que Bella Andre avançou não um passo a mais, mas um pequeno sprint.
No último terço do livro, Candance participa num evento e lá vêem as incertezas e inseguranças que esta já nos habituou, mas mesmo assim avança. Não gostei muito de como ele a perdoou em menos de 5 minutos, quando antes estava tão furioso e desiludido.
Tirando estes aspectos, no fim acabei por gostar do livro.

Penso que neste livro o melhor são mesmo as cenas de sexo, pouco imaginativas mas muito sexys. Aquela das cuecas, que a autora caba por repetir, foi semelhante a uma das cenas do filme ABC da Sedução, por isso não me espantou, mas agradou. E por isso acabei por dar três estrelas, que são mais duas e meia, no Goodreads.
Charles Gibson é um escritor de êxito, mas devido aos temas que escreve afasta as mulheres e sujeita-se a blind dates que os amigos lhe propõem. Candance Whitman, recém-chegada à literatura erótica, tem encontrado diversos obstáculos pelo caminho. Cansada de ser criticada, decide ir a uma conferência de escritores com o objectivo de aprender, onde acaba por conhecer o seu ídolo: Charles Gibson, o autor best-seller de romances eróticos. Charles propõe-lhe cinco lições para lhe ensinar as noções básicas do erotismo, criação de cenas, ou seja, conselhos muito válidos para obter bons resultados. Mas o que nenhum dos dois esperava era que as lições teóricas passassem à prática. Infelizmente, a desilusão de Candace em relação ao novo romance que está a escrever - no qual Charlie desempenha o papel principal - ameaça-lhes a possibilidade de desfrutar de um amor verdadeiro. Conseguirá ela separar a fantasia da realidade?




Título Original - Ectasy
Edição - Outubro 2012
ISBN - 9789896573355 








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Primeiras Impressões

Primeiras Impressões: "O Coleccionador de Sons" por Ne


Ontem, dia 28, chegou cá a casa este livrinho. Oferecido pelo "mais-que-tudo" já fora de horas, foi directamente para a estante mas não sem antes lhe deitar a olhadela da praxe e tirar-lhe a foto para o Algodão Doce.

O Título:

Dá-me logo dois déjà vús ao mesmo tempo - O Coleccionador de Ossos (filme com a Angelina Jolie) e O Perfume (coleccionador de cheiros).

A Capa:

Sexy. Quente. Viva.
Adoro a marca de água (?) da pauta, tal como da tinta prateada das letras.
Já me tinha chamado a atenção nas prateleiras e nas listas do Goodreads.

A Sinopse:

Penso que a sinopse conta uma história muito semelhante à d'O Perfume, o que me faz temer um pouco visto não prometer grande originalidade.
O facto que o personagem principal ser Ludwig também me deixa relutante - tanto pode ser um grande tributo a Ludwig van Beethoven como pode ser novamente a falta de originalidade.

A Paginação:

Letras miudinhas, mas sem exagero. E o mesmo digo para a grossura das folhas, que são o normal em qualquer livro publicado pela Porto Editora.

Dúvidas/Expectativas:

Será que esta obra de Fernando Trías de Bes chega sequer aos calcanhares d'O Perfume, que tanto comparam na capa e contra-capa?
Será que o preço a que este livro está a ser vendido corresponde ao que está lá dentro? É que se sim, mesmo poucos euros hoje em dia não podem ser desperdiçados!

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Barbara Bretton,

Doce do Momento: "Sonhos Encantados" de Barbara Bretton

Sonhos Encantados (Sugar Maple #3)

Não sei o que acontece convosco, mas eu ando sempre a perder coisas - as chaves, os óculos de sol e os marcadores da camisola que estou a fazer. Mas uma vila inteira? Nunca me aconteceu tal coisa! Precisamente quando estava prestes a construir um lar com a minha alma gémea cem por cento humana, Luke MacKenzie, a fada Isadora, minha inimiga, atacou...
Até o Livro dos Feitiços, a minha ligação vital com o mundo da magia, desapareceu em combate, a par dos meus amigos, da minha casa e da minha loja de artigos de tricô. Mas depois a minha amiga Janice aparece com a gata Penny e a minha lã. De repente, percebo que, se quiser salvar a minha casa, teremos de voltar a Salem, onde segredos de família e ódios seculares me empurrarão para o combate da minha vida...
Em Sonhos Encantados, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor e A Magia do Amor.

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Editorial Presença,

Opinião Young-Adult: "Antes de vos deixar" de Lauren Oliver


Samantha Kingston tem tudo que qualquer rapariga deseja, um namorado popular, três melhores amigas fantásticas e todos a adoram na escola que frequenta. 
Antes de Vos Deixar by Lauren OliverMas na sexta feira, dia 12 de Fevereiro  que deveria ser um dia igual a tantos outros, a vida perfeita de Sam muda para sempre, pois esta morre. Mas não morre. Sam 'ganha' uma segunda oportunidade, ou melhor sete segundas oportunidades. Ao longo do livro, a protagonista revive o dia da sua morte várias vezes, descobrindo o valor da vida. 
Não consigo dizer o quanto gostei deste livro, pois é confuso, tem partes boas e más.
Sim, a protagonista e as amigas são irritantes até à ponta dos cabelos. São egoístas, mesquinhas, típicas mean girls americanas que adoram gozar e maltratar os outros. 
E ficamos a pensar, Sam era mazinha mas mereceu morrer por isso?Afinal não é a única pessoa, nem será a última a cometer estes erros, mas foi justa a sua morte?
É disto que o livro trata. Sam morre e tem a chance de pensar sobre as suas acções e as suas consequências. Ao reviver aquele fatídico dia, Samantha reflecte e reaprende a viver. 

É um livro muito bom que nos deixa a pensar sobre o que faríamos se tivéssemos a mesma oportunidade de Sam, que acções e erros emendaríamos, o que mudaríamos na nossa vida. 
O livro é um bocadinho repetitivo mas a mensagem por trás do livro é bem explícita e não é depressiva, pelo contrário encoraja-nos a viver o máximo todos os dias, até ao fim das nossas vidas, pois nunca sabemos qual será o nosso destino e quando chegará a nossa vez de partir. 

Para quem gosta de livros profundos que ensinem algo, este livro é ideal. 

Samantha Kingston tem tudo: o namorado com quem sonhava, três melhores amigas formidáveis e os privilégios que a sua popularidade lhe pode oferecer. Sexta-feira, 12 de Fevereiro, devia ter sido um dia igual a tantos outros. Nada faria suspeitar que iria ser o último… Mas então é-lhe concedida outra oportunidade. Durante uma semana, Samantha vai reviver o último dia da sua vida, tentando perceber os mistérios que envolvem a sua morte e descobrindo o valor de tudo o que está prestes a perder.

Before I Fall



Título Original - Before I fall
Edição - Maio 2011
ISBN - 9789722345262  

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Barbara Kyle,

Opinião Histórica: "A Aia da Rainha" de Barbara Kyle


Ler o A Aia da Rainha veio confirmar e realçar o meu gosto pelos romances históricos. Barbara Kyle é uma óptima contadora de história, principalmente se esta contiver muitos factos reais.
Começando pela capa, com o genial pormenor do anel, e pela sinopse, um pouco infiel ao livro, somos conquistados desde o primeiro olhar ao exemplar. O conteúdo vem apenas mostrar-nos que não nos enganámos e que cada segundo a ler estas linhas não foi tempo desperdiçado.
Todo o texto é rico em figuras de estilo, comparações, frases profundas e cheias de sentido de humor ou verdade nua e crua. Aqui a escritora não poupa sensibilidades, mostrando-nos a natureza humana sem floreados ou com palavras bonitas, contando-nos com pormenor todos os actos mortais que os homens faziam uns aos outros (desde a fogueira, a guerras e conquistas, ou até a decapitações e enforcamentos).
O teor religioso e a evolução da personagem principal Honor Larke, principalmente as suas últimas crenças e conclusões, contribuíram para rechear ainda mais. Aqui neste livro não há a chamada "palha" ou "conversa de chacha", há sim história, línguas, literatura, música, e, principalmente, ensinamentos de moral, coragem, solidariedade e amor. A acção e a aventura estão também presentes em todos os capítulos, combatendo a monotonia que certos assuntos poderiam provocar.
O meu personagem preferido é, com certeza, Sam Jinner: carinhoso, corajoso, humilde, simples, fiel, ... conquistou-me logo na primeira cena em que aparece. Este é o ponto mais positivo de Barbara Kyle, o facto de todas as personagens estarem tão bem desenvolvidas, cada uma com uma personalidade distinta, com crenças e desejos que se cruzam, mas que ao mesmo tempo são opostas. Aqui todas elas actuam com segundas intenções, que são boas ou más consoante o personagem. Todas sofrem uma evolução, não tanto como a personagem principal. Estas alterações, estes pormenores e desenvolvimentos contribuem para que o leitor odeie uma metade e defenda outra.
Mas nem tudo são rosas.
Os saltos no tempo demasiado drásticos, acabando abruptamente algumas cenas com mais carga emocional, parecendo que a personagem principal esquece assuntos importantes demasiado rápido, lacunas na história/pontos mal limados que são deixados em aberto como o destino final do anel, do rei, da rainha-mãe, da filha de Honor, de Ana Bolena, de Erasmo, etc. Acredito que muitos destes serão esclarecidos no próximo volume.

Na melhor tradição de Philippa Gregory, chega-nos agora um apaixonante romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. Londres, 1527. Casar ou servir: Para Honor Larke, a escolha é clara: Pouco disposta a morrer de tédio como esposa obediente, ela deixa a casa do seu tutor, o brilhante sir Thomas More, e torna-se aia da rainha Catarina de Aragão. Um cargo onde aprenderá muita coisa, dado que terá de conviver com o orgulho, a paixão, a ganância, e ainda a consciência de um rei, que anseia desesperadamente pelo divórcio, a fim de poder casar-se com a ousada Ana Bolena. Honor aia e fiel amiga de Catarina de Aragão não pode compactuar com o ultraje que é feito à rainha e voluntaria-se para ser portadora de cartas desta para os seus aliados. No meio desta intriga palaciana Honor fica subitamente na posse de um segredo que pode destruir um reino e a sua futura rainha…





Título Original - The Queen's Lady
Edição - Fevereiro 2010
ISBN - 9789896570583




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Pilha Cerebral

Pilha Cerebral: "Noraholic"


Hoje trazemos a pilha gigante da Vera Mouta. Sendo esta autora a rainha do romance, não podia faltar uma pilha dedicada inteiramente à Nora Roberts! Temos aqui uma verdadeira Noraholic!

Alguém já conseguiu a proeza de ler todos estes livrinhos maravilhosos?

Eu ainda não... mas bem gostava! 

Obrigada Vera! 

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Primeiras Impressões

Primeiras Impressões: "A Senhora da Tapada" por Ne


No dia 27 deste mês chegou-me este livrinho a casa, com um remetente meio desconhecido. Finalmente lá descobri nos meus apontamentos que tinha participado num passatempo do blog Close Up!

Já há muito tempo que não me calhava nada por isso foi com grande alegria que o recebi.

O Título e a Capa:

O título algo completo, Crónicas do Avô Chico - A Senhora da Tapada, não me diz grande coisa. Quando o li pela primeira vez imaginei logo histórias juvenis. Mas se juntarmos o título com a capa penso que o conjunto nos acrescenta algo, visto que funcionam bastante bem.
Apesar de parecer uma tela, a capa está bastante apelativa, talvez pela pose da modelo e aquele degradê azul do lado direito que dá a todo o cenário um aspecto mais misterioso e até dramático.

A Sinopse:

Ao contrário da capa não gostei da sinopse. Ele está inserida num quadrado branco meio transparente, com letras vermelhas que destoam completamente do resto.
O pequeno texto é de Ana Paula Gil que nos dá uma pequena explicação do que vamos encontrar na obra.

O Autor:

Foi mais pelas origens do autor que eu participei no passatempo do que propriamente pelo livro.
Vila Viçosa diz-me muito e Pedro Jardim, apesar de não ter origens lá - como eu, foi para lá viver e lá continua, digo eu.

A Paginação:

O tamanho de letra é um pouco mais do que o habitual, mas sem exageros. Penso que tanto esta como a grossura da página são o habitual nos livros editados pela Chiado Editora, por isso não há grande surpresa.
Pelo meio, podemos encontrar pequenos esboços. Gostei particularmente do desenho da Tapada de Vila Viçosa, que nos dá assim mais uma pista para o título e conteúdo do livro.

Dúvidas/Expectativas:

Confesso que até estou curiosa com o que Pedro Jardim nos conta neste livro, mas o facto de serem crónicas auto-biográficas deixa-me com um pé atrás. De qualquer forma, acredito que a leitura deste livro vai valer a pena, não só por reportar às minhas origens como por ser um de um português sobre o Alentejo.

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Bertrand,

Opinião Sobrenatural: "A Lenda Negra" de Christine Feehan


Começo por dizer que adorei este livro mas que não sei o que passou na cabeça da Bertrand para editarem o 8º volume desta série, mesmo sendo livros individuais, tinha mais lógica começarem pelo primeiro.

A Lenda Negra
Este livro conta a história de Gabriel e Lucian, dois irmãos gémeos, caçadores de vampiros que depois de um desentendimento, ficam largos anos separados. Separada de Gabriel está também Francesca, uma curandeira, com um coração de outro, sempre pronta a ajudar quem mais precisa. E é assim que conhece Gabriel, pois pensando que este é um sem-abrigo ajuda-o a sair das ruas e leva-o para casa dela. Mas isto é tudo um jogo para enganar o leitor, pois Francesca sabe muito bem quem é Gabriel, não fosse ele o seu grande amor de há muitos anos atrás.

O amor, a ligação do casal protagonista é fantástica. Daquelas relações de fazer suspirar qualquer romântica. Apesar de ser um romance paranormal não tem assim muitos elementos sobrenaturais, focando-se mais na relação de Gabriel, Francesa e na pequena Skyler, uma menina maltratada que será adoptada pelos dois.

Apesar de ter adorado o livro, este faz parte de uma série que vai em 22 volumes. Já sei que se lê bem individualmente,  mas talvez aposte em outra série da autora editada pela Saída de Emergência, pois não queria nada meter-me noutra série que não tem um fim à vista. 



Eles eram os mestres das trevas, que procuravam na eternidade a senhora da luz.

Durante dois mil anos, os gémeos Gabriel e Lucian foram caçadores de vampiros, até que Lucian escolheu ser vampiro, forçando Gabriel a persegui-lo. Lucian e Gabriel combateram um contra o outro durante séculos, até Gabriel ter sacrificado a sua liberdade, prendendo-se a si mesmo e a Lucian nos terrenos de um cemitério parisiense. Contudo, as obras que decorrem no cemitério vêm perturbar o seu descanso e Gabriel e o irmão erguem-se das tumbas. Enfraquecido e a necessitar desesperadamente de sangue, Gabriel receia perder a sua própria alma antes de conseguir recuperar a força. O destino está do lado dele quando Francesca, uma espécie de sacerdotisa com poderes extraordinários, surge para o ajudar. Gabriel vê imediatamente em Francesca a mulher da sua vida, e tem de convencê-la do seu amor antes que seja demasiado tarde: Lucian está no seu encalço, e não vai permitir que nada se intrometa no eterno conflito com o irmão...


Dark Legend (Carpathians, #8)



Título Original - Dark Legend
Edição - 2008
ISBN - 978989722516532



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Kathryn Smith,

Opinião Histórica: "Na Noite" de Kathryn Smith


Pela classificação e pela minha frase preferida já podem adivinhar o que aí vem! Coisas boas.
Devo avisar que não é um romance nadaaaaa por aí além, mas Kathryn Smith soube escrever as coisas e por isso temos que lhe dar o mérito devido.

Comecemos por Wynthrope Ryland, cujo nome é tão difícil de ler como de dizer. Este homem charmoso é o segundo de quatro irmãos, ladrão e muito menosprezado pelo pai falecido. Como não conheço a história de mais nenhum irmão e dois deles já se apresentam bem casados e mui felizes, fiquei logo com a ideia que este também não sairia muito do mesmo.
Na Noite (Ryland Brother, #4)Aqui, claro que está, não posso deixar de demonstrar, pela milésima vez, a minha indignação por estas escolhas infelizes das editoras e por publicarem um livro que é o quarto de uma saga de cinco (?)! Já prometi a mim mesma que por mais bonita que a capa seja, por mais cativante a sinopse me pareça eu não irei gastar o meu dinheiro nem o meu tempo a ler sagas pelo meio. Será que não têm noção de quanto isso prejudica a leitura da obra? Do conhecimento das restantes personagens? É muito incomodo ter constantemente a sensação que nos está a falhar qualquer coisa. Apesar da história ser compreensível, aquela base e aquele inicio fazem sempre lá falta!
Mas a autora e o livro não têm culpa e por isso desta vez dei o número de estrelas sem ter isso em conta.

Voltando ao nosso casal do momento...depois de uma troca de olhares muito importante, Wyn começa a cortejar a bela mas tímida e com a mania que é gorda e feia Moira. Há toda aquela química, com um pouco de ciumes da irmã mais nova de Moira pelo meio, mas tudo corre bem para o ladrão e a sua viúva virgem.
Aqui tenho que referir que a história de Moira não é a mais original, visto já ter encontrado semelhante caso no livro Escravos da Paixão, apesar de terem desenvolvimentos diferentes. De qualquer forma, gostei da animosidade de Moira em relação à restante família, tal como da posterior demonstração do não-afecto existente entre mãe e filha e da acção de Wyn na hora H.

É portanto um romance subtil, sem grandes pormenores históricos, de cenários ou de personagens que nos tenta guiar e mostrar um romance típico da época, com os seus bailes, casamentos por conveniência, amantes, viúvas e debutantes. Mostra-nos também relações familiares e de circunstância, mas principalmente, trata-se de um amor à primeira vista e improvável que vai surpreender tudo e todos, incluindo o próprio casal.

Como sempre coloco-me no lugar das personagens principais, e devo dizer que o papel de Wyn para com a tarefa que lhe é colocada é bastante difícil e recheada de opções contraditórias e obstáculos.
Ele teve que fazer o que fez e louvo-o por isso.

Em relação à escritora, vou querer sem dúvida começar esta saga dos irmãos Ryland do inicio e acabar... no fim.
Frase Preferida:
"- Não é a minha perspicácia que é veloz, querida irmã, mas sim a minha língua." página 63


Wynthrope Ryland é um experiente ladrão que usa o seu charme junto de mulheres bonitas e com posses para conseguir os seus bens valiosos. No entanto, essa vida de crime não é a que deseja para si e, quando jurou deixá-la, eis que tem de cometer um último crime para proteger a carreira e a família do seu irmão North. Moira Tyndale, uma imponente viscondessa, é o seu último alvo. Porém, quando o descobre já uma profunda ligação os une. Wyn percebe que não pode mais ignorar a sua paixão. Deve proteger os seus segredos e o seu passado, mas não pode protegê-la de si mesmo. Como pode ele escolher entre o desejo do seu coração e a segurança do seu irmão?






Título Original - In The Night
Edição - Setembro 2012
ISBN - 9789722049122

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